Elas são (de fato) lindas, estilosas, inglesas (como sempre) e usam vestidos de bolinha. Na primeira faixa de seu disco de estréia, We are the Pipettes (lançamento programado para 17 de julho/06), as meninas dizem logo a que vieram, se achando gatas e perigosas além da conta. Parte da imagem é ditada pelos vestidos retrô, e musicalmente também se encontram muitos elementos dos anos 60 e dos B-52s.
Rose, Julia e Riot mereceram mais do que um breve parágrafo enquanto banda de abertura dos The Brakes pelo jornalista Jed Shepherd, encantado com a mistura de indie rock e sonoridade 60s. Músicas sobre garotos em escola de uniformes, provocações amorosas e performances na pista de dança guiam os temas do grupo.
A faixa que conquista qualquer ouvido de imediato chama-se Your kisses are waster on me. Pull Shapes lembra bastante Mamas & the Papas, Dirty Mind tem uns vocais com o timbre quase que exatamente iguais ao da Kate Pierson, do B-52s. E a faixa We are the Pipettes tem aquele lance cheeleader-sixties-wannabe-beatles-de-saia-pop-bubblegum (expressão cunhada por uma amiga minha que, na minha opinião, só depõe a favor do grupo) de apresentação/provocação.
Todas as faixas citadas podem ser ouvidas no
myspace, e a performance das meninas também pode ser conferidas no
clipe de Your Kisses are Wasted on Me.
Já o site não oferece muita informação objetiva sobre o grupo, mas o release ali presente conta a história do rock'n'roll do ponto de vista deles. Ao dizer que tal história não é linear nem progressiva, ganha pontos pela bagagem musical que é invertida a favor do som da banda, ao mesmo tempo que procura isentá-los de acusações (que seriam óbvias) de se ancorarem em estilos musicais datados.
Pouca coisa se acha sobre elas na internet, mas podem anotar: assim que sair a bolachinha, a banda sai do anonimato. Você leu primeiro aqui, e vai ouvir primeiro ao menos umas duas músicas na nossa festa de inauguração!
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