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Roskilde Festival'06
Por F. Pop - 21.7.06


Mas o que é este tal de Roskilde Festival? (29/06 - 02/07, Roskilde Festival'06)

Comecemos, então, a difícil tarefa de se transcrever algumas memórias sobre um festival em que passei 5 dias acampado e enlouquecendo com um tiroteio de bons sons no meu calejado ouvido. A começar pela estruturação do que pretendo descrever: do que se trata o festival e que bandas que tocaram merecem uma resenha neste site.

O Roskilde-Festival, que acontece na cidade de Roskilde, Dinamarca, é um acontecimento inacreditável. São mais de 100 mil pessoas aglutinadas em uma área de camping por uma semana inteira, de domingo a domingo. A grande maioria deles não se preocupa tanto com a música, pois trata-se de uma semana de férias intensiva.



“É verdade que tem umas bandas tocando aqui perto do camping?”


As coisas são um pouco diferentes aqui na Escandinávia. As pessoas são, apesar de reservadas em um primeiro contato, bastante educadas e solícitas. Mas apesar de bastante calados no princípio, são capazes de se soltarem bastante no festival. Eles bebem o dia inteiro, ficam a noite toda acordados (são mais ou menos cinco horas de noite no verão da Escandinávia), fazem uma zona imensa, correm pelados (a corrida dos pelados é um dos eventos com maior audiência na festança); enfim, umas cervejinhas aqui e acolá tornam tais gentlemans irreconhecíveis.





"Acho que não vou correr... ta muito frio.”


Não se houve falar de violência nessa bagunça toda, fator essencial para tornar o festival tão agradável e uma das importantes lições a ser tirada por nós. A estrutura é algo impressionante, que consegue amenizar as dificuldades práticas que parecem mais óbvias. O camping é gigantesco e dividido em áreas onde se encontram chuveiros, banheiros, telefones, lugares para comer, e perto da minha barraca (que ficou incrivelmente bem localizada, para minha sorte) tinha até um cinema, do qual não consegui nem chegar perto. Apesar de tudo, em poucos dias de festival os banheiros passam a ser ignorados (pelo menos para o "número 1") por ambos os sexos devido a imensidão de beberrões que precisam botar água pra fora do corpo.



“Chega mais pra lá que eu quero colocar minha barraca aqui.”




Por melhor que seja o acampamento, não é fácil ficar este tempo todo por lá. Os shows principais acontecem em quatro dias. Eu fiquei lá por cinco, e ter chegado um dia antes valeu não só pra pegar um lugar aceitável para a barraca no camping, mas para assistir a dois shows memoráveis: o do Dúné e do Band Ane, que são bandas locais. Na segunda parte da resenha eu falo sobre eles. Mas fato é que é muita distância a ser percorrida, entre sua barraca e de conhecidos, sua barraca e os palcos, e entre um palco e outro - são 6 palcos com música contínua para te deixar desesperado. Mas todos os (mais de 100) shows começam pontualmente. Sim, gente, é possível. Por que não aqui?!



Quando souberam que eu estava lá para cobrir o festival pro Indiecent Music, rapidamente me instalaram em uma suíte VIP. Eis foto com visão panorâmica deste luxo todo.



Outro detalhe interessante é que diariamente (sendo que acontecem shows de 12h até 2h da manhã) é veiculado um jornalzinho com resenhas e comentários sobre o festival. Quer saber uma informação surpreendente que li em um deles? A média de idade do público: 26 anos. Para ler os jornais e a opinião sobre os shows mais importantes, eis o link.



Finalmente, é muito importante lembrar: o festival possui um foco humanitário. 22 mil voluntários trabalham para o festival, e os lucros são doados para fins culturais e humanitários em todo o mundo. Este ano o dinheiro foi direcionado ao Cambodia para combater o que eles chamaram de "escravidão moderna", por meio de projetos de educação para os jovens daquele país. Ou seja, pode se divertir horrores, sem peso na consciência.


Bandas que tocaram lá e que você, leitor deste site, deveria conhecer



Se vc for ao site do roskilde - http://www.roskilde-festival.dk/, e pedir para ler em inglês sobre as bandas que tocaram lá este ano, você vai cair aqui. Lá você pode obter a descrição sobre as bandas e também ouvir, mesmo que sem baixar as músicas. Ideal para pesquisadores insaciáveis.



São mais de 100 bandas, entre variados estilos, mas com um peso grande para o rock alternativo, sejam as bandas famosas ou não. Não haveria sentido resenhar os shows das bandas grandes, então o que pretendo fazer é passar uma peneira nas bandas menos conhecidas e que podem ser apresentadas como novidades a serem descobertas por vocês, leitores. E vou tentar fazer isso de maneira bastante breve, já que estamos na segunda parte de uma longa coluna.
Se eu fosse escolher uma banda que me impressionou no festival deste ano, como o Royskopp o fez no ano passado, eu falaria sobre o Spleen United. Trata-se de uma das muitas bandas Dinamarquesas - óbvio - que tocaram no festival. Onde quer que se leia sobre ela, estará o nome Depeche Mode como influência. Voz macia, guitarras etéreas e batidas eletrônicas pesadíssimas garantem a música "In peak fitness condition" no meu próximo set - ouça em http://www.myspace.com/spleenutd.



Minha menina dos olhos no presente momento




Os Editors são mais uma banda inglesa na linha do Interpol, como o She Wants Revenge. A novidade desta vez? Resgataram mais ainda o Joy Division (a voz e a performance do vocalista lembram, infelizmente de maneira ridícula, o Ian Curtis) e acrescentaram as guitarras do The Edge (U2) e do Will Seargent (Echo and the Bunnymen). Estou colocando as características de maneira pejorativa, mas a verdade é que tal fórmula, mesmo já conhecida, me cativa bastante. Vejam o clipe de "Blood" no site: http://www.editorsofficial.com/.



Goldfrapp: tristemente, não tocaram por motivo de doença. A banda de música eletrônica com influência do synth-pop dos anos 80 tem um clipe muito legal da também legal música "No. 1" em seu site: http://www.goldfrapp.co.uk/.



A Ms. John Soda faz um show encantador. Micha Archer me brindou com uma grata surpresa em uma apresentação ao mesmo tempo introspectiva e dançante. Uma banda com dois baixos e raras guitarras, teclados e programações muito bonitinhas. Procurem por aí "Outlined View" e "Go Check" para se apaixonarem, e/ou compareçam à próxima Indiecent Music.



Outras boas surpresas foram duas bandas locais que tocaram um dia antes de se abrirem todos os palcos - de domingo a quarta havia um "palco junior" onde só tocavam bandas locais. E que bandas! A Band Ane consiste em uma DJ e seu laptop que, especialmente no Roskilde, tocou em companhia de uma banda com instrumentos acústicos. Em determinado momento, ela simulou uma parada no meio da música, como se o laptop tivesse dado um chilique. Ouviu-se o barulho do Windows desligando. Coitada! Mas que nada. Logo ouviu-se o barulho do Computador ligando novamente, depois, o mesmo som tocando ao contrário e estava feito um remix no meio da música com o som do Windows!! Grande. Já o Dúné foi para mim uma das melhores bandas do festival. Como diz o release, a soma da idade dos cinco integrantes mal soma 100 anos. O vocalista lembra o personagem Tadzio, do filme "Morte em Veneza". Um jovem que, se estivesse em uma festa de família, seria aquele primo esquisito e mirrado. Ele poderia ser ridículo em palco, mas a verdade é que ele fez a platéia comer na mão dele. Um fenômeno! E com uma voz poderosa e invejável. Apesar da influência de eletro-rock, a banda é mais do que isso, é música pop de qualidade. A má notícia? As músicas no myspace.com não traduzem nem de longe o que a banda é em palco. A solução deve ser ficar de olho neles e na evolução que possa acontecer.



Pra finalizar, um batidão em outras dicas legais: Kudu, EX PMX, Kashmir e o DJ Hyper são representantes do rock eletrônico e dançante pelo qual o Indiecent Music tanto preza. E Figurines e Serena Manesh tratam-se de boas re-edições do indie melancólico com referência ao shoegazer do início dos anos 90 – sempre agradável de se re-visitar.



Obs: fotos retiradas do site do Roskilde Festival, com exceção daquela com o menino da camisa do Brasil dentro da barraca.
postado por Indiecent Music, 21.7.06 às   .0 Comentários

 

Emilie Simon
Por Alessandra Araujo - 17.7.06



Émilie Simon é uma francesinha de voz doce e infantil que bebe da mesma fonte que Björk. Filha de um engenheiro de som, a cantora, compositora e produtora musical começou a trabalhar como assistente de som muito jovem. Ela canta em inglês e francês, porém, não há como dizer em qual idioma suas músicas soam melhor. São todas lindas à sua maneira em seu respectivo idioma. Suas letras são românticas, enigmáticas e algo ingênuas, isto é, ela aposta forte na receita pop.


Émilie ficou mais conhecida após compor a trilha sonora do filme de Luc Jacquet, “A Marcha dos Pingüins” (2005), um documentário sobre a dura trajetória dos pingüins na luta para manter a espécie. Para o trabalho, ela contou com a contribuição do engenheiro de som Markus Dravs que participou de discos de artistas como Björk (quando eu digo que bebe da mesma fonte...) e Brian Eno. A trilha apresenta um som moderno e inovador que combina melodias pop e etéreas.


Antes de compor a trilha para o documentário, a cantora já havia lançado em 2003, seu homônimo álbum de estréia (que tem uma das capas mais bonitas que já vi) e lançou nesse ano seu mais recente disco, “Végétal”. Émilie parece ter gostado de compor em cima de uma história já que "Végétal" é um trabalho temático, onde uma personagem, Alicia, metade menina, metade flor, conta a história dos problemas terrestres, como num musical.


Em "Végétal", Émilie já não abusa tanto de barulhinhos de caixa de música, plim-plins e afins como nos trabalhos anteriores, apostando mais nas guitarras e até violinos. Nesse disco pode-se dizer que há uma forte e evidente influência de Kate Bush e, em alguns momentos, chegou a me lembrar o Garbage. Parece que ela está querendo fugir do estigma "Björk wannabe" e tenta estabelecer seu próprio estilo, mais maduro e com vocais menos infantis. Mantendo a delicadeza e a suavidade, "Végétal" é um disco pop bem agradável de se ouvir. Mas que fique claro: pop sim, porém nem um pouco bubblegum.
postado por Indiecent Music, 17.7.06 às   .0 Comentários

 

10 músicas para baixar
Por Thays Hungria - 3.07.06
Sem idéia do que baixar no Soulseek? Aqui vão algumas dicas de lançamentos dos últimos meses.
The Futureheads - Fallout
O Futureheads debutou em 2004 com um excelente álbum que pegou o bom e velho punk inglês dos anos 70 e o recortou e remontou, transformando-o num bom rock angular dos anos 00. Agora os meninos de Newcastle enfrentam o desafio do segundo álbum e... bem, eles não foram exatamente aprovados com louvor. Em “News and Tributes”, o Futureheads segue a mesma linha do primeiro disco, mas ao invés de simplesmente estarem dando continuidade ao que já faziam, parece mais que eles estão copiando a si mesmos e com pouca inspiração. O resultado é um álbum pálido e pouco interessante. Porém, mesmo álbuns pálidos e pouco interessantes podem ter faixas boas e “Fallout” com certeza é uma delas. Vale a pena ir atrás também de “Skip To The End” (primeira música de trabalho de “News and Tributes”) e “Area” (que foi lançada como single no fim do ano passado, mas não entrou no álbum).
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The Victorian English Gentlemens Club - The Tales Of Hermit Mark
O primeiro single desse trio galês apresenta a mesma fórmula do Futureheads, rock angular com influências do punk inglês, porém eles acrescentam ainda umas pitadas de esquisitice, escracho e, provavelmente, embriaguez. Além de "The Tales Of Hermit Mark", o Victorian English Gentlemens Club tem ainda um segundo e mais insano single, batizado simploriamente de “The Double A-side”, e promete um álbum para breve.
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Good Shoes - Never Meant To Hurt You
Mais uma da turma do angular (mas é a última, juro!). Assim como o Victorian English..., o Good Shoes ainda não tem um álbum, apenas um single (“Small Town Girl”), um EP (“We Are Not The Same”) e alguns promos. Eles não são especialmente originais ou brilhantes, mas devem divertir quem gosta do estilo.
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Duels - Animal
O Duels é sempre comparado ao Kaiser Chiefs, mas eu sinceramente não vejo o porquê. Certo, é rock britânico cheio de energia, mas as semelhanças param por aí. O som do Duels é mais elaborado e diversificado, incorporando elementos de glam rock e psicodelia. Porém, ao ouvir “Animal”, você se lembra sim de uma banda inglesa, uma dos anos 90. Essas guitarras glam, esses teclados, o coro em falseto, a letra sexualmente ambivalente (“I’m a boy, I’m a girl”), uma música chamada “Animal”... isso é Suede! Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o álbum de estréia do Duels foi lançado nada mais nada menos que pela Nude, a mesma gravadora que lançou os legendários primeiros álbuns do Suede. Coincidência? Enfim, do Duels vale a pena ouvir ainda “Pressure On Me” e a balada a la David Bowie “Brothers and Sisters”.
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Lake Trout - Now We Know
Lake Trout é uma banda de Baltimore que já tem um bom tempo de carreira e um séquito de fãs ardorosos. Seu último álbum, “Not Them, You”, foi bastante elogiado e mistura guitarras distorcidas a atmosferas etéreas (é tentador chamá-los de shoegazers, mas eles precisariam pôr mais distorções, microfonias e mais tijolos na parede de guitarras antes de conquistar esse título). “Now We Know” é a faixa que melhor sintetiza o estilo Sonic-Youth-encontra-Lycia da banda. Outros destaques são "Shiny Wrapper" e "Riddle".
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Elefant - Uh Oh Hello
Em 2003 o Elefant lançou seu primeiro álbum, ao redor do qual ouve um certo auê, porém totalmente injustificado. Afinal, o que é o Elefant? Mais uma bandinha que queria ser o Interpol, mas não tem talento suficiente. No entanto, voltando à história de que até os álbuns mais sem graça podem ter faixas decentes, esse disco de 2003 tinha uma única música que se salvava, o bonitinho hit “Misfit”. Agora o Elefant tenta pela segunda vez e de novo lança um álbum que só tem uma faixa que se salva. Dessa vez ela se chama “Uh Oh Hello” e resgata a new wave.
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Delays - Valentine
O Delays vem de Southampton, uma cidade que vive da questionável glória de ter sido o lugar de onde o Tinatic zarpou para sua primeira e última viagem e onde cada pedra em que pisou um estivador que ajudou a soltar a corda do infame navio é um ponto turístico. Mas voltando ao Delays, eles lançaram recentemente seu segundo álbum e é nele que está "Valentine", uma canção pop, com vocais andróginos, clima 80’s, letra romântica... para dançar cantando junto.
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valentine no youtube
Rinôçérôse - Cubicle
E já que estamos na pista de dança, vamos continuar por aqui mesmo. “Cublicle” está no último álbum do duo francês Rinôçérôse, que é pioneiro em mesclar rock e eletrônico... segundo eles próprios, claro. Essa faixa é cantada pelo vocalista do Infadels e, assim como no hit “Jagger ‘67”, ele volta a cantar sobre os usos alternativos que podem ser dados às cabines privativas de banheiro. Vai entender qual é a obsessão do rapaz com esse tema... Incluí essa música na minha última discotecagem e pessoas empolgadas vinham perguntar “O que é isso? O que é isso? Muito bom!”. Daí eu tentava um sotaque francês e respondia “Rinôçérôse”. Resposta à qual sempre se seguia uma segunda pergunta, “Quê?!?”. Agora está mais fácil, com o nome escrito aqui, com todos os seus acentos e cedilhas.
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CDOASS - Tivoli
Os suecos do CDOASS fazem disco punk, porém eles não são mais uma das bandas que vieram na onda do Rapture, pelo contrário, eles são tão pioneiros do estilo quanto o Rapture, já que ambas as bandas tiveram seus primeiros trabalhos lançados em 2001. Os suecos, no entanto, são obviamente bem mais obscuros. O que há de peculiar no som do CDOASS é que ele é sombrio ao mesmo tempo que é bem humorado, o que pode ser visto em “Tivoli”. Outros destaques do álbum mais recente são “Speak to Me” e “Atomic Stich”.
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Angie Reed - Hustle a Hustler
A Angie Reed lançou seu primeiro álbum em 2003 e ele foi severamente criticado. Ela chegou a ser acusada de não passar de uma versão bêbada da Peaches. Suas músicas quebradas e tomadas por experimentações com barulhinhos eletrônicos realmente não são facilmente digeríveis por qualquer um. Porém, nem tudo é crítica na carreira musical da Angie Reed e há aqueles que sabem apreciar sua originalidade. Talvez tendo isso como estímulo, ela lançou recentemente seu segundo álbum, “XYZ Frequencies”, que dá continuidade ao estilo que ela já vinha desenvolvendo nos trabalhos anteriores. A faixa que abre o álbum é “Hustle a Hustler” e ela é surpreendente porque é tão... convencional! Ela tem um refrão e ele está exatamente onde deveria, não há nenhuma quebra repentina nem excesso de experimentações, enfim, uma perfeita canção pop! O resto do álbum não é tão palatável quanto “Hustle a Hustler”, mas não deve decepcionar quem já gostava da dona Reed. Ei, ta com o soulseek aberto? Aproveita e pega “Tripple Nipple” do primeiro álbum e também a colaboração dela com o Felix Kubin, “Russki Beat”.
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postado por Indiecent Music, 3.7.06 às   .0 Comentários

 

 

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