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Victorian English Gentlemens Club
Por Thays Hungria - 28.8.06
Os dois primeiros singles já sugeriam, agora o álbum de estréia confirma: o Victorian English Gentlemens Club é uma das novidades mais interessantes de 2006.
O que distingue esse trio de Cardiff do atual turbilhão britânico de punky art-rockers é que eles têm mais do que guitarras angulares a oferecer. As duas meninas e o menino transpiram algum tipo de urgência hedonista e absurdista. Faixas como "Amateur Man" e "Ban The Gin" parecem ter sido feitas por foragidos do hospício bêbados.
Por vezes, os galeses cruzam o Atlântico e vão desembarcar na Pixieslândia. A influência do Pixies é vista em alguns riffs a la alt rock dos EUA e na parceria de um vocal masculino esganiçado com um feminino doce. Porém, se você é uma das pessoas que (como eu) sente urticária só em ouvir a palavra Pixies, não se assuste! Para o VEGC, o Pixies é apenas uma influência e não algo a ser totalmente chupado, como no caso do também galês Mclusky.
Curiosamente, a música que fecha o disco se chama "Cannonball", mesmo nome do hit-mor do Breeders. Será provocação?
O álbum epônimo do Victorian English Gentlemens Club está sendo lançado hoje, dia 28, mas, graças ao maravilhoso mundo da black market music, o disco já está por aí pela net há algum tempo.
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postado por Indiecent Music, 28.8.06 às   .0 Comentários

 

O Xadrez é Pop
Por Andressa Dias - 24.8.06

Alguém lembra daqueles filmes dos anos 80 em que o estereótipo perfeito de um "nerd" era sempre o do garoto de cabelinho lambido que usava uma camisa xadrez e um par de óculos enormes? Tudo passado!

Isso porque o xadrez não é mais a estampa dos nerds e, menos ainda, uma estampa que pertence exclusivamente ao âmbito da moda "clássica". Muito pelo contrário, marcas super moderninhas como a Cavalera e a Sommer vêm usando e abusando do xadrez tanto em cores sóbrias como cinza, chumbo e preto, quanto em cores vivas como o laranja e o vermelho.

A variedade de xadrezes disponível é algo que impressiona. Os mais antigos e conhecidos são o Medevi Square (vermelho e branco) e Vichy (branco e preto). Os famosíssimos xadrezes símbolos dos clãs escoceses são chamados de Tartans, e surgiram no século XVIII. Atualmente, os xadrezes em alta são Pied-de-poule (pé de galinha) e Tweed nas cores branco e preto. Além do "Príncipe de Gales" que é uma estampa inglesa esteticamente semelhante ao xadrez, muito comum nas cores marrom, bege e cinza e da eternizada padronagem Burberry a qual fez tanto sucesso que deu nome a uma marca. A marca "Burberry" agora faz parte do restrito mundinho da moda!


Pois é, o xadrez é pop! Porém, como nem tudo que é pop é também necessariamente bom, é preciso usar o xadrez com bom senso. O xadrez é uma estampa elegante quase que por natureza, mas é importante saber dosá-lo. Para a maioria das mulheres brasileiras que possuem silhuetas mais avantajadas (o famoso excesso de gostosura!), o melhor é usar as estampas em xadrez mais miúdas, nos tons mais escuros. Outra coisa: quadris largos e bustos grandes não casam bem com calças e blusas xadrez. E mesmo para quem tem o corpo da Kate Moss, usar peças em xadrez não é garantia de acerto no look, já que o xadrez é para ser usado em uma peça só da roupa. O ideal é combinar uma peça quadriculada com outra lisa. Desta forma, ninguém corre o risco de ser confundido com um personagem da quadrilha da festa junina do bairro.

O xadrez está em tudo! Nas saias, blusas, passando por bolsas, guarda-chuvas e até nos perfumes! Sim! Há um perfume cuja embalagem é uma padronagem de xadrez. Então, essa é a hora certa. Deixe-se encantar por essa estampa tão antiga e, ao mesmo tempo, mais atual e moderninha do que nunca!
postado por Indiecent Music, 24.8.06 às   .0 Comentários

 

Adult.
Por Thays Hungria - 16.8.06

Dia 20 de janeiro de 2006, uma noite chuvosa em Berlim. Pego o S-Bahn até a Ostbahnhof, mais alguns minutos de caminhada e estou no Maria. O Maria é um dos clubs mais bacanas da capital alemã, todo fim de semana tocam ali DJ's e bandas que ainda estão bem longe de integrar o circuito mainstream, mas que já possuem algum renome internacional. Naquela sexta-feira especificamente, quem se aventurasse na gelada chuva do inverno alemão seria recompensado com um dos melhores shows da sua vida, afinal, a atração da noite era o ADULT.

O ADULT. (com caixa alta e ponto final!) foi formado no final dos anos 90, em Detroit, pela fotógrafa de moda Nicola Kuperus e pelo músico Adam Lee Miller (Le Car, Artificial Material). Junto com artistas como o Dopplereffekt e seus próprios colegas do Ersatz Audio, eles foram responsáveis por manter viva nos anos 90 a tradição do electro oitentista.

A dupla lançou o primeiro single em 98, ainda sob o nome de Plasma Co. Nesse início de carreira, o som do ADULT. era um minimal electro muito próximo ao que o Adam Lee Miller já fazia em seus projetos anteriores, porém, com a contribuição da Nicola Kuperus, ele ganhou uma qualidade abstrata, uma certa densidade psicológica, que é especialmente óbvia nas letras (o ADULT. é famoso por suas letras psicologicamente perturbadas e perturbadoras), mas que transparece também na música, através de atmosferas capazes de transportar o ouvinte para um mundo muito asséptico, deserto e rondado por alguma ameaça misteriosa. Esses primeiros trabalhos do ADULT. dariam uma ótima trilha sonora para o desenho Aeon Flux ou para as fotografias da própria Nicola Kuperus.

ADULT., em 2001

O primeiro álbum, "Resuscitation", foi lançado em 2001. Dizer que esse disco traz uma releitura atualizada do electro e do synthpop dos anos 80 não deixaria de ser verdade, mas ele é muito mais que isso. "Resuscitation" mostra uma atenção aos detalhes que normalmente não se encontra em músicas desses estilos. Cada barulhinho parece meticulosamente colocado ali para surpreender e fisgar o ouvinte. Aos seqüenciadores, soma-se uma insistente drum machine e tudo é permeado por intensas camadas de sintetizadores. Impossível ficar imune a essa combinação! "Resuscitation" é tão impactante que, após ouvi-lo, um crítico concluiu que "esse álbum faz com que tudo o que eu tinha ouvido antes dele pareça agora tremendamente chato e sem sentido".

Pois todos que esperavam outro rompante electro foram pegos de surpresa pelo segundo álbum. Em "Anxiety Always", de 2003, o ADULT. flerta com o rock gótico e esbanja atitude punk. Os McIntoshes e sintetizadores ganharam a companhia de um baixo e até o vocal, que costumava ser totalmente frio e monotônico, passou a ter um monte de nuances, com a Nicola experimentando o que pode fazer com sua voz. Por ser tão inesperada, essa mudança provocou algumas torcidas de nariz, mas o fato é que o ADULT. soube muito bem como casar seu vigor electro com o rock do pós-punk.

"Gimmie Trouble", de 2005, não causou o mesmo estranhamento, pois, de certa forma, ele completa a transição iniciada em "Anxiety Always". Os ataques de sintetizadores e os seqüenciadores que despejam barulhinhos na hora certa ainda estão ali, como sempre. Mas agora, o baixo, que só aparecia em algumas faixas de "Anxiety Always", está em todas as músicas. Dessa vez ele até trouxe uma guitarra para acompanhá-lo e eles parecem ter saído diretamente do quarto de algum gótico que passa muito tempo ouvindo as bandas trevosas que emergiram da cena punk inglesa. "Gimmie Trouble" soa como algo que o Siouxsie and The Banshees poderia ter feito se existissem laptops em 1980.

ADULT., em 2005

Ao longo de quase uma década de carreira, o som do ADULT. mudou muito, mas algumas coisas continuaram as mesmas, como o fato de eles estarem sempre um passo a frente dos modismos. Outra coisa que não muda é a capacidade desse duo de fazer boas músicas, que bebem em fontes do passado, mas que não deixam de ser criativas e de ter um frescor. É por essas e outras que o ADULT. pode ser considerado, sem exagero, uma das bandas mais importantes da nossa geração.

E era com essa banda que eu ia me encontrar em Berlim. Depois de passar anos acompanhando avidamente cada musiquinha lançada pelo ADULT., eu finalmente ia ter a oportunidade de vê-los ao vivo. Cheguei cedo no Maria, para garantir um bom lugar, mas nem precisava porque o club estava longe de estar lotado. Assim que a dupla deu o ar de sua graça, umas duas centenas de sortudos vieram se posicionar em frente ao palco e eu tava ali na primeira fila, claro.

A Nicola pegou o microfone, se desculpou por umas dificuldades técnicas que tinham atrasado o show e a apresentação do ADULT. começou. Eles abriram com uma faixa do "Gimmie Trouble", mas o show não se focou no último álbum. Ele passeou por toda a discografia da banda, de "Nausea" a "In My Nerves", passando por "Glue Your Eyelids Together". Até faixas bem obscuras foram incluídas, como quando a Nicola disse "Essa é uma música antiga, talvez alguns de vocês a conheçam" e começou a cantar "Suck The Air". Só o que não tinha vez no set do ADULT. eram as faixas mais felizinhas, como "Nite Life". O duo parece inclinado a escolher para os shows justamente as músicas mais sombriamente inquietantes do seu repertório.

Encarnando toda essa tensão estava a Nicola Kuperus. Quando canta, ela parece uma pintura expressionista trazida à vida, com o rosto sempre contorcido e espelhando algum tipo de dor, angústia e amargura muito profundas. Observá-la é tão desconfortável quanto é irresistível.

Nicola Kuperus

Irresistível também era o efeito dos sintetizadores, seqüenciadores e linhas de baixo que jorravam das caixas de som. Eles pareciam envolver todo o lugar e transformá-lo num mundo que era só do ADULT. e ninguém queria sair desse mundo! Quando o show acabou, todos ficaram pedindo para que a banda voltasse e daí eles ressurgiram e tocaram mais duas músicas. Mas esse era aquele bis básico que todo mundo sabe que vai acontecer. Porém, clamores incessantes fizeram com que a Nicola e o Adam subissem de novo no palco e ela disse "Just because this is Berlin, we'll play one more song". Essa foi mesmo a última...

Depois do show, a Nicola e o Adam colocaram sua caixinha de papelão sobre uma mesa e ficaram vendendo merchandising da banda. Foi uma boa oportunidade para abastecer meu guarda-roupa com bottons e uma gravata exclusiva do ADULT. e também para bater um papinho com eles. Disse para a Nicola que tinha grandes expectativas para o show e que, assim, seria muito fácil ter me decepcionado, mas que, pelo contrário, eles tinham me surpreendido positivamente. Ela ficou feliz com isso e lamentou que os problemas técnicos tivessem impedido que eles tocassem algumas músicas. Respondi para ela que tinha adorado o set e que se ele tivesse sido diferente não teria sido melhor. Daí.. eu tive que pagar um micozinho básico e dizer "Would it be a pain if we had our picture taken together?", ao que ela simpaticamente respondeu "No! It wouldn’t be a pain at all!". Ela até pediu para ver a foto e disse que ficou boa. Opinião profissional! Então, resolvi parar de alugar os dois e fui tomar umas cervejas com um amigo alemão.

Algumas fotos desse show em Berlim estão disponíveis aqui.

O ADULT. funcionou muito bem ao vivo num lugar intimista, para poucas pessoas e num esquema bem despretensioso (nem roadie eles tinham). Vamos ver como eles se saem abrindo para o Franz Ferdinand!!

O ADULT. se apresenta pela primeira vez no Brasil no dia 16 de setembro, como uma das atrações do Motomix (o line-up completo do festival está no post aqui em baixo). Os ingressos já estão à venda e, aqui em Brasília, podem ser encontrados na Fnac. Imperdível!

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postado por Indiecent Music, 16.8.06 às   .0 Comentários

 

SPFW - Verão 2007
Por Andressa Dias - 09.8.06

Ser ou não ser fashion? Eis a questão.

Na verdade, a diferença entre um look in e um out pode estar nos centímetros a mais de um vestido, ou no tipo de manga de uma camisa. E não é apenas isso, pois não basta comprar todas as peças da nova coleção da Cavalera se não se tem o estilo e a atitude certos para usar as peças. Saber o que usar é essencial! É a palavra de ordem! Afinal, quem disse que não precisa ser inteligente para ser fashion?

O SPFW e as tendências para o verão 2007 que o evento trouxe são a prova maior de que nem tudo que está na moda pode ser usado por todos. Porém, deve-se admitir que a palavra que melhor define este verão é “correto”. Essa é a palavra do momento, pois as coleções mostraram peças possíveis e até bastante comerciais. Não se viu grandes rupturas nas passarelas.

O Branco é a cor forte da estação. É o novo “pretinho”, mas é claro que há outras cores que aparecerão muito nos mais variados tipos de peças, como os tons de laranja, verde-água, amarelo, além dos azuis. Os vermelhos merecem um comentário à parte, já que não serão usados apenas nos tecidos...as unhas e batons vermelhos vão arrasar horrores! E as estampas? A resposta é simples: africanas, africanas e africanas! Basta dizer que convergem com o tema do SPFW. Não esquecendo dos degradês, dos diversos tipos de xadrezes e dos metalizados (que vão desde os acessórios até as roupas de banho).

Gloria Coelho

Dentre as peças de maior recorrência nesse SPFW, estão os vestidos que estão bem curtos e com cara de bata. Talvez os vestidos sejam a “peça-chave” desse verão. Usá-los sem medo é quase uma exigência. Salopetes também aparecerão em todas as formas imagináveis: serão shorts, vestidos, calças compridas...tudo muito fofinho e com o ar muito jovial.

Zigfreda

Os macacões e sua versão curta, os macaquinhos, são uma opção para o próximo verão, guardadas as devidas reservas. Ambos são peças complicadas de se usar. A realidade é que além daquelas que são magras e possuem longas pernas, poucas conseguiriam sucesso usando qualquer umas das duas peças. É uma empreitada arriscada, pois a linha entre parecer cool e parecer com um palhaço vestindo um macacão é bastante tênue. As pantalonas são outro tipo de “peça-risco”. Mais uma vez, sem altura e o devido “carão”, não é aconselhável vestir uma pantalona.

Por último, e aquele que talvez seja a maior surpresa da estação: o verniz, o qual já faz algum tempo que não se via nas passarelas. Sim, é verdade. O sapato de verniz voltou! Para ser muito usado e apreciado. Como disse Gloria Kalil : “Tem gente que nuca viu um sapato de verniz na vida”, mas podem acreditar, é amor à primeira vista.
postado por Indiecent Music, 9.8.06 às   .0 Comentários

 

Do you know electro? He's dead! hahaha
Por Thays Hungria - 08.8.06

Em fins de 2002 as pessoas já estavam cansadas de ouvir pela bilionésima vez mais uma variação sem graça da mesma fórmula electroclash batida e, assim, muitos profetizavam que o então hype do momento estava com seus dias contados e que em breve ele retornaria ao limbo das modas ultrapassadas onde passaria as próximas duas décadas esperando por um novo revival. Essas previsões estavam, em parte, certas. Aquela formulazinha electroclash foi totalmente superada, mas o hype ao redor dela serviu para que muitas pessoas (re)descobrissem o electro, estilo popular nos anos 80, mas que ficou bem apagado durante os 90. Muito além da fórmula pronta desgastada, havia uma infinidade de possibilidades criativas, como a fusão com outros estilos, a incorporação de novas timbragens, o experimento com outras estruturas. Assim, chegamos em 2006 e o electro ainda está ecoando por aí, tanto nas pistas quanto em novos lançamentos. Comento aqui quatro álbuns recém-lançados que tem um pé no electro.

THE MAGICAKE
Botoxxx


Uma olhada por cima e você não dá nada no Magicake. Tudo neles cheira a clichê e deslumbre, desde o nome do álbum até o website, passando pela história sobre como a banda foi formada (dizem que se conheceram no banheiro de uma festa quando a menina estava vomitando e o que fez os meninos a convidarem para ser vocalista da banda foi o par de Manolo Blahniks de uma cor pêssego incrível que ela calçava). Já está mais que comprovado que o tamanho do deslumbre é inversamente proporcional à qualidade da música, portanto, a última coisa que se esperaria do Magicake é que eles fossem capazes de produzir alguma coisa decente. Porém, surpreendentemente, eles são!

Eles apareceram no ano passado com o imperdível single electro-acid house “I Was Dancing With Boy George”, que ganhou uma versão ainda mais ácida nas mãos do compatriota italiano Adriano Canzian. Agora eles lançam seu primeiro álbum. "Botoxxx" passeia por vários estilos, ali tem o ácido, tem minimal, rock, synthpop, techno, industrial... apesar de diversificado, o resultado acaba sendo bem coeso, pois o álbum tem um fio condutor, com a banda deixando bem claro, da primeira à última faixa, que tem suas raízes fincadas na ceninha electroclash. O disco pode até ser coeso, mas coerente ele não é. Ele tem bons momentos, mas tem também momentos verdadeiramente embaraçosos. Em músicas como “Black Leather”, o Magicake mostra que não está muito longe da bandinha medíocre e desprovida de criatividade que você imaginaria depois de dar aquela olhada por cima.Destaques: “Fried Chips”, “I Was Dancing With Boy George”.
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WARREN SUICIDE
The Hello



O Warren Suicide é um projeto multimídia. A banda surgiu quando os dois fundadores estavam no apartamento de um deles em Berlim e a menina estava desenhando. Ela acabou criando a figura expressionista de um menininho cabeçudo de olhar angustiado e que está sempre mostrando os dentes pontiagudos. Os amigos o batizaram de Warren Suicide e criaram uma banda para contar, em música, as histórias do menino bizarro.

E foi assim que, em 2003, o Warren se apresentou para o mundo. “Hello. My name is Warren Suicide. I wanna take you on a night ride”. O passeio com o Warren revela um mundo repleto de densas camadas de sintetizadores e baixos cobertos de efeitos, que criam uma atmosfera tão sinistra quanto o próprio menino.

Depois de vários EP’s e singles, “The Hello” é o primeiro álbum do Warren Suicide. Em parte, ele é um apanhado do que a banda tem feito nos últimos anos, já que só metade das músicas é inédita. Eles até tentaram dar um truque e fazer umas “versões 2006” para algumas músicas mais antigas, mas as novas versões só acrescentam detalhes desnecessários às originais. Na boa, melhor ter deixado como estavam. Quanto às inéditas, elas continuam sendo uma mistura de rock e electro com toques trevosos, mas são bem menos inspiradas que os trabalhos anteriores do Warren Suicide e devem decepcionar quem vem acompanhando a carreira da banda.Destaques: “Fulford”, além das já velhinas “Warren Suicide” e “Butcher Boy”.
Links:
gina Oficial (A página deles vale muito uma visita!)

MAGAS
May I Meet My Accuser?



O Magas passou a década de 90 tocando em bandas de rock, mas, com a virada do milênio, ele decidiu que queria explorar o território eletrônico. Ele já estava trabalhando em algumas músicas, mas ainda não achava que elas fossem boas o suficiente para serem lançadas. Foi aí que, como proprietário de uma loja de discos e sabonetes em Chicago, ele entrou em contato com os lançamentos de um selo chamado Ersatz Audio e pensou “esses são os graves que eu sempre quis fazer!”. Então, ele mandou seu material para Detroit e foi prontamente aceito no seleto cast da gravadora.

Pelo Erstaz Audio, o Magas lançou um EP e um álbum, que foram co-produzidos pelo Adam Lee Miller, ninguém mais ninguém menos que um dos sócios do selo, ex-membro da histórica banda de minimal electro Le Car e uma das metades do duo ADULT. Sob a produção de Miller, as músicas do Magas ficaram com a cara do Ersatz Audio, mas sem perder sua identidade própria. E o Magas realmente gosta dos seus graves! Em “Friends Forever” (de 2003), ele seguiu o infalível lema “menos é mais” e cobriu batidas repetitivas com texturas eletrônicas, sempre muito graves e frenéticas, criando assim aquele que é sem dúvida um dos álbuns obrigatórios do electro desta década.

Em “May I Meet My Accuser?”, o Magas volta com seus indefectíveis graves, mas agora a veia roqueira que ele nunca tinha perdido está mais óbvia que nunca. Ele sempre usou máquinas para fazer os sons que normalmente seriam feitos com uma guitarra ou um baixo, mas no álbum novo é possível ouvir aqui e ali autênticos sons orgânicos saídos de guitarras, baterias e até um inusitado contra-baixo. Mas não se engane, esses sons orgânicos não são nem de longe predominantes, a sonoridade aqui ainda é totalmente sintética. “May I Meet My Accuser?” é um álbum de rock sintético! Destaques: "Easy To Please", "Transgressors".
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DAT POLITICS
Wow Twist




O trio francês Dat Politics sempre foi conhecido por fazer um eletrônico experimental e criativo, mas sem se esquecer de ser divertido. Essa mistura de experimentalismo com bom humor já fez com que o Dat Politics fosse rotulado como electro-idm. Seu último álbum, “Wow Twist”, é muito lúdico, parece que foi feito por robozinhos que estavam brincando de fazer música. Ele se difere dos trabalhos anteriores do Dat Politics porque, ao invés de ter faixas que mais parecem aglomerados de barulhinhos, “Wow Twist” tem músicas que até se aproximam das estruturas musicais convencionais! Por isso, esse é o álbum mais fácil da carreira do Dat Politics e com ele a banda deve conseguir atingir um público maior (falando nisso, é do "Wow Twist" que saíram aqueles barulhinhos que estão sendo usados na propaganda de America's Next Top Model no Canal Sony, aquela que fica zoando a Tyra Banks).Destaques: “Viper Eyes”, “Turn My Brain Off”, “What’s DAT?”, “Video Tape”, “Flea Wheel Fest”.
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postado por Indiecent Music, 8.8.06 às   .0 Comentários

 

A concepção
Por Alessandra Araujo - 4.08.06


Está acontecendo desde o dia 1º de agosto o Encontro com o Cinema Brasileiro no cinema do CCBB, de terça a domingo, com sessões às 19h e 21h e ingressos a R$ 4 e R$ 2. Nos dias 03 e 11, a primeira sessão começa às 18h. O destaque vai para o filme “A Concepção” do brasiliense José Eduardo Belmonte que estará discutindo com a platéia o seu segundo e elogiado longa-metragem, no dia 08.

O cineasta formado pela Universidade de Brasília, já dirigiu cinco curtas-metragens e dois longas: “Subterrâneos” e “A Concepção”. Este último, que tem no elenco os atores Matheus Natchtergaele, Milhem Cortaz e Murilo Grossi, utiliza uma linguagem pulsante e jovem dando forma a uma utopia de puro sexo, drogas e rock´n´roll. Em suma, os personagens queimam seus documentos e se reinventam a cada dia, no chamado movimento concepcionista.

O polêmico filme foi premiado com os Candangos de montagem e trilha sonora no Festival de Brasília do ano passado. Um dos pontos positivos da película, a trilha sonora ficou sob a responsabilidade do DJ e compositor ZéPedro Gollo que usou desde nomes consagrados como David Bowie até revelações brasilienses como Superquadra e Prot(o).

Arrisco dizer que “A Concepção” é uma ode ao hedonismo. Um filme altamente contemporâneo que retrata uma juventude tipicamente brasiliense, proporcionando uma forte identificação com quem nasceu aqui. O início do filme apresenta um monólogo que chega a arrancar algumas risadas à medida que a rotina dos jovens brasilienses é retratada em meio a uma fala extremamente sarcástica. Para quem ainda não assistiu e para aqueles que querem assistir novamente, fica a dica.

Confira a programação:

Dia 4, Sexta
19h - A Ostra e o Vento (118 min)21h - Nunca Fomos Tão Felizes (91 min)

Dia 5, Sábado
19h - Filhas do Vento (85 min)21h - O Sonho Não Acabou (99 min)

Dia 6, Domingo
19h - Nunca Fomos Tão Felizes (91 min)21h - Bicho de Sete Cabeças (80 min)

Dia 8, Terça
19h - A ConcepçãoSessão seguida de debate com o diretor José Eduardo Belmonte

Dia 9, Quarta
19h - O Sonho Não Acabou (99 min)21h - Filhas do Vento (85 min)

Dia 10, Quinta
19h - Nunca Fomos Tão Felizes (91 min)21h - A Ostra e o Vento (118 minutos)

Dia 11, Sexta
18h - Abril Despedaçado (105 min)20h - Lavoura Arcaica (163 min)

Dia 12, Sábado
19h - Casa de Areia (103 min) 21h - Bicho de Sete Cabeças (80 min)

Dia 13, Domingo
19h - O Sonho Não Acabou (99 min)21h - A Concepção (96 min)

SERVIÇO:Encontro com o cinema brasileiro – Conflito de gerações na telaLocal: Cinema do Centro Cultural Banco do BrasilData: de 1o a 13 de agosto de 2006Horários: 19h e 21hIngressos: R$ 4 e R$ 2Informações: 3310. 7087
postado por Indiecent Music, 4.8.06 às   .0 Comentários

 

Goldfrapp
Por Alessandra Araujo - 2.08.06



Goldfrapp é uma dupla inglesa, ótima representante da boa música eletrônica com influência do synth-pop dos anos 80, formada pelo compositor Will Gregory e a cantora Allison Goldfrapp. Após lançar 3 discos, e com os hits “No. 1” e “Ooh lala” nas paradas de sucesso, a dupla é uma das atrações para a edição desse ano do TIM Festival.

Alisson estreou em 1995, numa participação especial como vocalista de uma das faixas do disco "Maxinquaye", de Tricky. Depois disso, emprestou sua voz aveludada a diversos artistas da vanguarda musical da época, como o produtor Orbital (que colaborou com Madonna em "Ray of Light").

Em 1999, Allison e o compositor Will Gregory se encontraram. No ano seguinte, utilizando o sobrenome da cantora como nome para a dupla, lançaram "Felt Mountain", em que faziam uma exótica mistura de cabaré, pop e lounge music, com arranjos densos e vocais encantadores.
Três anos depois, veio "Black Cherry",com um som mais dançante, a dupla começou a flertar abertamente com o electro e o glam rock. Em "Supernature" (2005), o Goldfrapp leva essa experiência adiante, mas sem nunca perder o clima de cabaré, a um só tempo sexy e sobrenatural (o título do disco não é por acaso) – acredito que essas sejam as características mais marcantes do trabalho tão diverso da dupla.

Recentemente, o Goldfrapp ganhou um remix feito pelo Flaming Lips. A faixa que ganhou a versão foi “Satin Chic”, do álbum “Supernature”. Wayne Coyne, líder do Flaming Lips, declarou que este trabalho será disponibilizado para download em agosto, e chegará ao mercado como single, em setembro. O músico ainda acrescentou que o resultado desta inusitada empreitada soa como uma mistura entre o grupo de brit-pop Radiohead e a cantora dos anos 50 Nina Simone.

Caso você ainda não conheça, reserve um tempinho para dar a merecida atenção para essa dupla, já que eles são uns dos poucos artistas que conseguem fazer um som sexy e ao mesmo tempo dançante e o que é melhor, de altíssima qualidade. Não é à toa que foram escalados para o line up do TIM, um festival que tem a tradição de trazer artistas considerados top de linha para se apresentarem em terras brasileiras. Afinal, nós também apreciamos a boa música e esperamos que não haja nenhum contratempo com a dupla, como aconteceu no Roskilde.

Links:
Site oficial
MySapce
Youtube
postado por Indiecent Music, 2.8.06 às   .0 Comentários

 

 

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