Por Andressa Dias - 30.10.106
foto por Alberto Vargas Estampas de bolinhas...batons vermelhos... topetes charmosos... A moda, no melhor estilo das pin ups, voltou!
Nos anos 40 se tornou muito comum ver pin ups em todos os lugares. Elas apareciam em calendários, cartões postais, em revistas como a então famosa “Esquire” e até mesmo em maços de cigarros. Além de representarem a “sexualidade permitida” da época (diga-se de passagem, o imaginário de toda uma geração de rapazes girava em torno delas), as pin ups eram um símbolo de beleza e glamour.
E, afinal de contas, por que as garotas eram chamadas de pin ups? Bom, o próprio nome é bastante esclarecedor, já que se refere ao ato de pendurar algo, neste caso, o que era pendurado em armários e nos mais variados tipos de paredes eram as ilustrações das meninas em poses sensuais.
E como, no mundo da moda, tudo que vai volta, os elementos do vestuário e do estilo pin up em geral estão de volta, mais vivos do que nunca!
Marylin Monroe Os rabos de cavalo, as franjinhas bem curtas e os topetes (desde que usados com bom senso) estão super in e os lábios vermelhos também, até porque o vermelho sempre foi uma constante no mundo das pin ups. Os vestidos com cintura marcada (bem anos 50) e de saias bem rodadas voltaram com toda força, além das clássicas e belíssimas estampas de bolinhas. As bolas podem ser grandes ou pequenas, mas é preciso lembrar que bolas grandes tendem a aumentar o volume das formas femininas e, outra coisa, os fundos mais claros sempre dão uma maior impressão de magreza em relação aos fundos escuros.
As calças capri e os shorts curtinhos, ambos com cintura alta, são um capítulo a parte, pois são uma graça e podem ser usados com mil peças diferentes. Essas duas peças são muito estilosas e dão espaço para que se tenha muitas opções de looks, tanto para o dia quanto para a noite. Porém, todo cuidado é pouco, levando em consideração a cintura alta, são peças mais aconselháveis para pessoas que seguem um estereótipo físico mais esguio.
Betty Page. Por último, mas não menos importantes, vêm o famosíssimo duas peças (caleçon mais tomara-que-caia) e o corselet. Pode-se dizer que, ao lado da palavra “sexy” no dicionário estão as fotos dessas duas peças de roupa.
Brincadeiras a parte, o que interessa mesmo é que a sensualidade está no ar e os chamados “duas peças”, em qualquer estampa, são sempre um sucesso nas praias. Os corselets dispensam comentários, pois são lindos, é possível encontrá-los em diversos modelos (em várias estampas, com fitinhas, com bordados...) e ainda ajudam a “emagrecer”. Quer peça mais arrasadora que essa?
Conclusão: é só aderir à moda vintage das pin ups e, como diria um amigo meu, “assumir, sem medo, que você é uma cocotinha”. Betty Page dirá amém!!
Por F Pop - 18.10.06 Em tempos de eletroclash, de revival dos anos 80, da new wave de cindy lauper, madonna e cia, temos em Karin Dreijer Andersson um expoente deste tipo de nostalgia nos dias atuais.
"Inquietante voz sueca" é o que diz este blog em que se pode ouvir três momentos da cantora: o primeiro, menos acertado, como guitarrista e vocalista de uma banda chamada Honey is Cool, de meados dos anos 90. O segundo, perfeito, é sua participação na música "What Else is There", do último disco dos noruegueses do Röyksopp (The Understanding, 2005), banda que ainda está por receber algumas elogiosas palavras deste site. E, finalmente, com o The Knife, duo que forma com o irmão, Olof Dreijer. Detalhe: no meu primeiro programa de rádio tinham duas músicas dela, a do Röyksopp e uma do Knife ainda mais legal, a "Heartbeats". Entre as peculiaridades do duo está a de não se apresentar em público (sendo que já têm dois discos lançados) e de só tirar fotos para imprensa usando máscaras, como se vê acima. Parece que o fracasso com a primeira banda os deixou um tanto amargurados! De resto, o projeto serve como escada para a cantora desenvolver os dotes mencionados.
Clipes e músicas do The Knife e do Royksopp podem ser encontrados nos respectivos sites.
Por F Pop - 9.10.06 O Brasil está mesmo na moda lá fora. Como se pode explicar o nome desta banda, que não tem nenhum brasileiro e apenas uma garota entre os integrantes? (nota: não tem explicação da banda, ok? Foi criado de última hora, mesmo) Com uma mistura de noir, eletrônica e até jazz e bossa-nova, flertando com o eletro em algumas músicas (como em Jique), as "garotas brasileiras" cantam em quatro linguas diferentes (inglês, espanhol, francês e alemão) e investem pesado na imagem. Prova disso são os videoclipes disponíveis no site.
O disco homônimo, primeiro dos nova-iorquinos, saiu no início de 2005. Trata-se de um quarteto, sem guitarra. Como toda história mágica dessas bandas hype, "começou com algumas jams", conta o tecladista argentino Didi Gutman. O baixista Jesse Murphy e o baterista Aaron Johnston, ambos norte-americanos, entraram depois. Como é comum acontecer, estamos aqui fazendo propaganda do disco novo que nem saiu ainda e todo mundo já está careca de conhecer (e pedir nas festas): Talk to La Bomb. A versatilidade do grupo permite isso: que se possa ouvir tanto nas festinhas quanto em casa.
As ótimas Jique e Last Call estão disponíveis no My Space. Outra pérola é Le Territoire, que entrou na rádio desta semana.
Links:
Por Thays Hungria - 04.10.06 Lamentável, Vitinho! Lamentável! Que triste! Ah se bem que alguém que saiu para uma balada qualquer e acabou a noite trocando figurinhas com o Alex Kapranos não tem muito direito de ficar reclamando da vida.
Eu vou falar um pouquinho sobre o domingo sim, mas antes só uns comentários sobre o Franz Ferdinand.
Momento legal número 3: "Outsiders". Ela ganhou uma versão um pouco mais rápida e groovy, o que por si só isso já seria bem bacana, mas a maneira como a música terminou é que foi peculiar. Algumas pessoas que estavam por ali no backstage, dentre elas o pessoal do Art Brut, vieram se juntar aos escoceses. Cada uma delas se posicionou em frente ao seu respectivo tambor e de repente tinha um monte de gente batucando em cima do palco. Pitoresco, para dizer o mínimo.
Porém, o mais marcante no show do Franz Ferdinand foi como o público... é, acho que aloprou é mesmo uma boa palavra. Sabe quando as pessoas estão tão afetadas que elas sentem uma vontade irresistível de ficar com os braços erguidos? Imagina milhares de pessoas nesse estado, pulando sem parar e cantando em coro cada verso de cada música, daí dá para ter uma noção do que foi o show do Franz Ferdinand. E eles ainda faziam questão de alimentar esse frenesi, dando às pessoas exatamente o que elas queriam: um hit atrás do outro. Foi realmente uma apresentação impressionante que totalmente desmentiu a fama que eles têm de serem fraquinhos e insossos ao vivo. Aliás, de onde diabos vem essa fama?! A banda que tocou em São Paulo é cheia de carisma e entusiasmo e sabe muito bem como tirar vantagem do fato de suas músicas serem super conhecidas.
Espaço das Américas, 17 de setembro, segundo dia do Motomix
O domingo foi bem diferente da noite de sábado. Aparentemente a maioria das pessoas tinha comprado o ingresso só para ver o Franz Ferdinand mesmo e durante toda a tarde e noite do domingo, o galpão na Barra Funda ficou bem tranqüilo, com apenas algumas centenas de pessoas sonolentas e com ressaca da noite anterior circulando pelo espaço relativamente vazio. Quem não foi ao segundo dia do Motomix perdeu a melhor atração do festival, mas pelo menos escapou de ter que ouvir a pior apresentação a passar pelo palco do evento.
Quem protagonizou o momento mais embaraçoso do Motomix 2006 foi o Peter Hook, também conhecido pelo público do festival como "o carinha do New Order". O DJ set dele foi uma sucessão medonha dos electro-rocks mais fuleiros que se pode conceber, bate-estaca a la Jovem Pan e muitos, muitos remixes que desavergonhadamente destruíam músicas do Joy Division e do New Order (teve até uma versão trance de "Blue Monday"). Foi meio deprimente ver alguém que fundou duas das mais importantes e influentes bandas da história se prestar ao papel ridículo de tiozinho que acha que uma boa maneira de arrumar uns trocados é tocar o que ele acredita ser a "música da qual os jovens gostam hoje em dia".
O fim do set do Peter Hook trouxe o esperado alívio para uma sessão de tortura auditiva e serviu também como aviso de que era hora de correr para a grade, afinal, a próxima banda a se apresentar era o ADULT. Rapidamente se formou em frente ao palco um pequeno e ansioso fã-clube da dupla de Detroit e quando o Adam Lee Miller e a Nicola Kuperus apareceram para montar o equipamento, eles já foram recepcionados por gritinhos de "uuuuuhhhh".
"Hello! We're ADULT. and we're from Detroit", assim começou o show de "uneasy listening", que é como a própria banda gosta de definir sua música. Foi um início um pouco estranho. O som estava muito agudo e a Nicola soava como o vocal de um disco com o pitch acelerado. Esse problema chegou a ser corrigido lá pela quarta música, mas havia um defeito impossível de se consertar: o Espaço das Américas é muito inapropriado para um show do ADULT. Naquele galpão enorme, o som sai das caixas e se perde, fica reverberando por aí, tornando bem mais difícil para a banda envolver o público com sua atmosfera sombriamente atraente.
Difícil, porém não impossível. Usando apenas dois sintetizadores, um laptop e um baixo, eles habilmente produzem um electro com energia punk e espírito gótico que exerce um fascínio irresistível mesmo sobre aqueles que nem conhecem a banda. Além disso, eles têm como vocalista a Nicola Kuperus, uma figura introspectiva, mas muito magnética. Enquanto o Adam ficava no canto tocando seu baixo, a Nicola se encarregava da interação com a platéia. Em "Glue Your Eyelids Together", ela desceu do palco e foi até a grande cantar com seu fã-clube.
Pouco depois, em "Human Wreck", a Nicola desceu do palco de novo, mas dessa vez, para a surpresa de todos, ela pulou a grade e começou a andar no meio do público. Foi engraçado olhar para a cara das pessoas nessa hora, elas tinham um olhar incrédulo, mas sorriam de orelha a orelha e estavam adorando a oportunidade de ver a vocalista bem de perto e de cantar "Human Wreck" no microfone com ela. Depois desse passeio pela pista, qualquer estranhamento inicial provocado pela inadequação do espaço físico havia se dissipado e a Nicola já tinha cativado cada pessoa ali.
Um outro gesto da Nicola a ajudou a conquistar a simpatia da platéia, mas esse foi involuntário. Ela estava cantando e caminhando de costas, de repente ela tropeça no retorno e se espatifa no chão. É claro que ela deu um jeito de incorporar o tombo na performance e continuou cantando deitada. Quando a música terminou, ela admitiu envergonhadamente que "é sempre muito embaraçoso tropeçar no retorno e cair, mas caso vocês estejam se perguntando se eu estou bem, sim, eu estou". Ela aproveitou a deixa para repetir aquela conversa mole de sempre de que "seu país é muito bonito, vocês são muito legais e a gente está muito feliz por estar tocando aqui". Então, ela terminou o discurso perguntando "Are you having fun??" e deve ter ficado feliz quando ouviu um estrondoso "Yeeeeaaaaaah" como resposta.
Ela também devia estar se divertindo porque quando o show acabou, ela já estava caminhando em direção ao backstage, quando, como quem não quer ir embora, deu meia-volta e desceu do palco mais uma vez. Então ela caminhou até uma menina que era o membro mais empolgado do fã-clube da grade, tirou do bolso uns bottons e entregou para a menina distribuir para o pessoal. Antes de subir no palco de novo, ela fez questão de percorrer toda a grade, meio que se despedindo do público. Várias pessoas aproveitaram para pedir autógrafos, tirar fotos, elogiar o show ou só tocar na Nicola Kuperus.
 Fã troca beijinhos com a Nicola no fim do show do ADULT. Dá para fazer um balanço geral do Motomix 2006, citando o Adam Lee Miller. Perguntado em uma entrevista sobre se o ADULT. tem letras que falam sobre o consumismo, ele respondeu "Yeah. In the song 'Pressure Suit' we are talking about that. It's quite funny to have a crowd of people chanting 'I want to spend my money on entertainment'. Yeah, you just did." Verdade, Adam, verdade. E foram sessenta reais bem gastos! Mas só por causa do ADULT., do Franz Ferdinand e do Art Brut, o resto dava para dispensar.
São Paulo, setembro de 2006 Por Victor Irigonhê - 01.10.06
Cheguei em são Paulo quinta (dia 14 desse mês), para ir ao Motomix, festival mais desorganizado da história, que viria a acontecer no sábado, dia 16. Ou assim eu esperava. Sexta-feira à noite, recebo a notícia de que o festival havia sido cancelado pela prefeitura pois o Espaço das Américas, local aonde aconteceria o evento, estava com uns problemas de alvará. A produção do evento ainda não havia se pronunciado. Na mesma noite veio a notícia de que o evento poderia ser transferido para a Via Funchal. O único problema é que a Via Funchal tem capacidade para metade do público esperado para o Espaço das Américas, então a programação do evento talvez seria dividida em dois dias, ao invés de um só. No fim das contas, confirmaram só no sábado à tarde que o evento seria mesmo no Espaço das Américas, só que um dos dois palcos previstos não seria montado. Resultado: a programação seria dividida entre o sábado e o domingo.
Funhouse, 15 de setembro.
Noite anterior ao festival, ainda sem saber ao certo o que aconteceria com o mesmo, fui passear. Balada paulista, coisa e tal. Acabei indo para a Funhouse: festa de rock, uma banda (não sei quem eram e também não prestei atenção) tocando, lugar meio vazio. Cheguei lá depois das 02h00. Nada demais. Aí de repente alguém fala “parece que o Franz Ferdinand ta aqui”. Ninguém acredita, mas todos começam a descer para ver se não era verdade. Eu acabo indo também e aí vejo um monte de caras mega-branquelos, com cara de gringos, e reconheci um deles, o Alex Kapranos, vocalista do Franz Ferdinand. Ele estava lá com o tecladista da banda e mais o pessoal do Art Brut.
Conversei com eles, principalmente com o Alex, na verdade. Vou tentar compartilhar aqui coisas (possivelmente) interessantes da minha conversa com ele. Não vou lembrar direito de tudo, e certamente não vou lembrar da cronologia dos fatos. Se o relato parecer entediante, é porque eu com certeza estou esquecendo das partes mais interessantes.
Eu com minha camisa do Death From Above 1979.
E o Alex pra mim: Oh, DFA, DFA! Eles são uma banda divertida!Eu: Ah sim, eu gosto bastante deles, achei uma pena eles terem acabado.
Alex: Ah, você já viu eles ao vivo??
Eu: Não...Alex: Ah, eles são divertidos, são uma banda divertida. Mas do que mais você gosta? Eu: Ah...de bandas recentes? Hmmm....ah, o Wolf Parade, acho eles geniais!
Alex: Ah, sim, o Wolf Parade! Oh, você gosta dos Strokes?Eu: Ah, acho eles OK, são legais.Alex: É que eu acho o Albert (Albert Hammond Jr., guitarrista da banda em questão) um guitarrista fantástico! Mas nos dois últimos álbuns, ele não tocou guitarra solo! Ele não tocou, só fez a base. Mas eu acho ele um guitarrista tão bom, ele tem um estilo muito próprio.
-- Eu: E do que mais você gosta? Assim, de bandas recentes...
Alex: Ah, de bandas atuais? 1990’s, The Cribs (e mais um punhado de bandas britânicas semi-obscuras que eu não vou me lembrar agora).Eu: Ah, The Cribs. Eles que abriram sua turnê com o Death Cab né?Alex: Isso, isso! Eles são fantásticos, você tem que ouvir!Eu: Vou procurar ouvir. E o Death Cab, você conheceu eles então? O que você acha deles?Alex: Ah, a música deles é bem diferente da nossa né...Mas eles são legais. Eles caras OK. Ah, e eu adoro o Ben (Ben Gibbard, vocalista/guitarrista do Death Cab For Cutie e também do Postal Service), ele é um cara muito legal.
-- Eu: Ahhh, outra banda que eu lembrei...dessa década também, que eu acho fantástica é o Xiu Xiu!Alex: Xiu Xiu? Não conheço.Eu: Sério? Eles são uma banda da Califórnia, de São Francisco ou São Diego, não me lembro bem agora...Mas eu acho genial. É Xiu Xiu, X-I-U X-I-U. Procura aí, você tem que ouvir.Alex: Ah tá, vou ouvir.
-- Eu: Ah, eu gosto muito do Yeah Yeah Yeahs também.
Alex: Ah, sim, sim! Eu acho a Karen uma ótima performer, ela á muito boa. E o Nick é um grande guitarrista, também. Mas o baterista...(aí ele balbuciou qualquer coisa com um sotaque escocês que eu não entendi. Nunca saberemos se o baterista é quem ele mais gosta, ou se é do baterista que ele não gosta).
Eu: Ah, eu gosto muito do cara do Kills, eu acho ele um guitarrista muito bom! Primeira vez que eu ouvi, eu não acreditava que a parte instrumental era só ele e a bateria eletrônica.Alex: Ah, The Kills? Ah, sim o Jamie!!!
(Aí eu com aquela cara de “é...eu não conheço ele pessoalmente, sabe...”)Eu: É...Alex: Pois é, ele é muito bom, ele tem um estilo estranho e tal. É muita única a maneira como ele toca!
-- Indo para a pista de dança. Estava tocando Kaiser Chiefs, “I Predict a Riot”, eu acho.Alex: Ooohhh Kaiser Chiefs....aahh...Eles são OK até, mas eu não consigo dançar com a música deles! Eu não consigo!
Eu: Hehe, eles tem algumas músicas legais até...
Alex também falou que não usa nenhum efeito em sua guitarra, porque acha que quanto mais simples você manter, mais criativo você pode ser. Falou que o Rio é lindo, mas que ele prefere São Paulo, porque é mais cinzento, parece mais com Glasgow. E umas outras coisas mais. Mas eu acho que já falei o que era mais potencialmente interessante, e o que eu me lembro melhor.
Espaço das Américas, 16 de setembro.
Primeiro dia do festival.
Annie and the Anniemaaaals Nada demais. Sinceramente, achei um tanto sem graça. É aquele tipo de coisa que dá uma pena, sabe? Porque ela parece tão esforçada...mas não convence. Não foi ruim. Simplesmente não achei muito relevante.
Art Brut, top of the pops Muito bom, melhor do que eu esperava até. Tocaram um set animado e, mesmo o Eddie Argos parecendo às vezes meio cansado, continuou sempre esbanjando carisma.
Momento hilário do show: no meio de Emily Kane, hit da banda, naquela parte mais calma em que ele canta “I don’t even know where she lives...” eles simplesmente pararam de tocar e Eddie começou um monólogo sobre amor e relacionamentos e deu conselhos à todos da platéia. Mais ou menos isso que ele falou:
“Se o Jay-Z estivesse aqui agora... se o Jay-Z estivesse aqui... ele me pegaria pelo braço, ele me seguraria assim pelo braço e falaria ‘Eddie, Eddie Argos...você pode ter 99 problemas. Mas a vadia não é um deles.’ E eu diria ‘Jay-Z, eu não gosto do seu tom. Mas você está certo, você está certo. Não é mais meu problema.’ E eu percebi isso sabe, porque, porque ela me ligou outro dia...e eu percebi, se você não está com uma pessoa, então é porque não era pra você estar com ela mesmo. Então se tem alguém aí na platéia, pensando em algum ex-namorado ou namorada...ESQUEÇA! ESQUEÇA!
1,2,3,4! Other girls went and other girls came....”
Franz Ferdinand, finalmente Bastou eles entrarem no palco para a multidão começar a...hmm....aloprar. Algo assim. Esse show sim foi impressionante, bem melhor do que eu esperava. Eles têm uma energia e carisma fantásticos e sabem se portar e tocar como uma das maiores bandas da atualidade, o que de fato são. O baterista me impressionou. O baterista tocando Jacqueline realmente me impressionou. Gostei bastante.
Momento legal número 1: Alex falando algo assim:”Bem, ontem nós estávamos na Funhouse e conhecemos umas pessoas legais, e estávamos lá dançando. E vocês dançam mesmo! Então eu queria dedicar essa música agora para todas as pessoas que estavam ontem na Funhouse dançando com a gente. A pergunta agora é... São Paulooo...DOOO YOUU WANT TOOOO?????”E aí eu quase fui pisoteado.
Momento legal número 2: Alex Kapranos em silêncio e umas 10 mil (?) pessoas cantando “I love the sound of you walking away...you walking away...”
E foi isso. No dia seguinte eu voltei pra Brasília e não pude ir para ver a segunda metade das bandas que não puderam tocar no sábado e perdi o show do ADULT. Não vamos falar sobre isso.
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