Por Thays Hungria - 18.06.06
Em 2002, em pleno auge do electroclash, o escocês Crème de Menthe lançou o single "Plastique", cujos lados A e B arrebataram elogios mundo afora e integraram o tracklist de dezenas de compilações voltadas ao estilo. "Mas e o álbum do Crème de Menthe? Ele não tem? Não vai lançar?", todos se perguntavam. Pois é, ele não tinha e nem lançou. Ou melhor... não tinha lançado até agora.
"The Impossibility Of Eroticism In The Suburbs" é o nome do tão aguardado - e inacreditavelmente demorado - álbum do Crème de Menthe. Nele, o escocês se mantém absolutamente fiel ao seu estilo Kraftwerk-vai-ao-clube-sadomasoquista. Além das músicas já conhecidas praticamente inalteradas, o disco traz ainda faixas inéditas que reproduzem com exatidão a sonoridade que embalou as pistas de dança quatro anos atrás. De fato o som de 2002 está tão bem encapsulado em "The Impossibility..." que não faz a menor diferença se esse disco foi lançado em 1993 ou 2008, ele é um dos álbuns clássicos de 2002 e ponto final.
Datado? Sim. Mas por que esse precisa necessariamente ser um adjetivo ruim? O Crème de Menthe enrolou, mas quando ele finalmente lançou seu álbum, ele garantiu que cada uma de suas faixas fosse deliciosa e capaz de sobreviver até ao prazo de validade vencido do electroclash.
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