
Com uma proposta que foge ao convencional, “Paris, te amo” apresenta 18 curtas com dois temas em comum: o amor e a capital francesa. Cada curta representa um distrito da cidade que é formada por 20 distritos. Dois curtas ficaram de fora devido a brigas entre produtores. Vários diretores de peso foram convidados para participar desse projeto que vale muito a pena ser conferido. Entre eles estão Walter Salles, Alfonso Cuarón, Gus Van Sant e os Irmãos Coen só para citar alguns.
Os destaques vão para:
“Le Marais” de Gus Van Sant: o diretor de “Elefant” apresenta o amor à primeira vista em uma galeria de arte e fecha com um toque de comédia.
“Tuileries” dos Irmãos Coen: chega na seqüência dando continuidade ao humor e se passa no metrô parisiense.
“Loin du 16ème” de Walter Salles e Daniela Thomas: o menor curta, o mais simples e um dos mais carregados de significado. A prova de que pode-se dizer muito sem palavras, só com o olhar.
“Bastille” de Isabel Coixet: mesma diretora de “Minha vida sem mim” e “A vida secreta das palavras” apresenta um dos contos mais emocionantes e sublimes abordando o renascimento do amor.
“Place des Victoires” de Nobuhiro Suwa: o diretor japonês apresenta o amor materno e a difícil aceitação da morte.
“Père Lachaise” de Wes Craven: não se espante, por incrível que pareça, este conto não é de terror. Apesar de se passar no famoso cemitério parisiense, não há nenhum sangue espirrando, apenas a presença de um fantasminha muito famoso que ajuda um casal a salvar o amor da morte.
“Faubourg Saint Denis” de Tom Tykwer: do mesmo diretor de “Corra, Lola, Corra”, esse é sem dúvida um dos melhores curtas de “Paris, te amo”, se não o melhor. Tem uma das linguagens mais interessantes que remete ao famoso filme do diretor alemão. O amor entre uma atriz e um tradutor cego é belo, dinâmico e surpreendente.
“14th Arrondissement” de Alexander Payne: o mesmo diretor de “Sideways – Entre umas e outras” encerra o filme com um curta que apresenta o amor de uma turista americana pela capital francesa. Engraçado e triste ao mesmo tempo, este conto simples fecha o filme com chave de outro.
Vale lembrar que além de diretores famosos, há também a presença de atores famosos e super competentes que contribuem e muito para a beleza do filme. Fora a cidade que é naturalmente maravilhosa. A edição é excelente e faz com que os curtas se entrelacem formando um conjunto homogêneo. E a trilha sonora, não poderia ficar para trás, você vai sair do cinema ouvindo a belíssima voz da Feist enquanto sobem os créditos.
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