Meses atrás, a música D.A.N.C.E. do Justice apareceu aqui no site como "Próximo Hit?". Cumprindo a profecia, ela virou sim um hit e está até fazendo uma reaparição, agora com imagens. O vídeo de D.A.N.C.E. e suas camisetas mutantes é muito bacana.
Agradecimentos pela dica do vídeo de D.A.N.C.E. à Dani Ferreira, do blog local Electrolife in BsB, que agora está hospedado no histórico site de música eletrônica de Brasília Tuntistun.
- Noite com uma impostora
Aproveitando que já estamos no domínio do Tuntistun, vale dizer que o site publicou uma cobertura do show do Bonde das Impostora, um evento que contou com a participação de nós mesmos, os Indiecent Music DJs.
Aliás, que noite foi aquela hein! Além de as duas pistas terem tido discotecagens avassaladoras (sem exagero - embora soe muito hiperbólico), o show também foi surpreendentemente bom, com o bonde de Curitiba mostrando que é mais do que outra bandinha que faz letras engraçadas. A música é altamente dançante e cativante e a performance do trio no palco manteve o público brasiliense (que não é o mais impressionável do planeta) interessado do início ao fim. Diria que o Bonde das Impostora têm todo o potencial para ser a próxima banda brasileira a estourar lá fora. Será? Daí a gente vai poder dizer que viu o show quando eles ainda eram pequenos.
Imagine só, a mistura dessa dupla, o popozão de uma carioca e a ingratidão de um paulistano. Movidos pela vontade apenas de falar mal de todos, indies, metaleiros, hippies, emos, funkeiros, airo meidi, das impostora... o quê? Pois é, a vontade de falar mal é tanta que eles não perdoam nem eles mesmos...
Formado por acaso em meados de 2006 pelas MC's Vicky e Bárbara, começou (e na verdade continua) como uma grande piada... Então, o DJ Cello Zero, ouviu por um acaso, e resolveu fazer algumas bases para elas, e assim estava formado o trio, que hoje em dia pela ausência não mais que sentida da Vicky é uma dupla. Trancados duas semanas no apartamento de Cello e gravando num equipamento tosquíssimo, os também tosquíssimo hits 'King dos Blase', 'Fotologger Diva' e 'Funk do Batão', cujas batidas misturam funk carioca, electro e indie rock.
Para surpresa completa do trio, na segunda semana de Bonde acham uma notinha na coluna 'Pensata' do Lucio Ribeiro, comentando a respeito de 'King dos Blase', e em menos de um mês o myspace da banda ( http://www.myspace.com/bondedasimpostora ) já contava mais de 11 mil acessos.
Nesse meio tempo, shows em Curitiba, São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, atenção da mídia cultural, contatos com selos e DJ's de todo o mundo, participação em uma coletânea lançada no Japão, e um disco sendo gravado, o Bonde das Impostora causou (e está cada vez mais causando) um verdadeiro furor na cena independente nacional, sendo ao mesmo tempo amado e odiado, no melhor estilo impostor de ser.
Foram tantos acontecimentos que entre indas e vindas, com entradas e saídas de integrantes nesse bonde (fica Cello e Bárbara), que o bonde vira o rumo e passa a ser só Impostora. O nome pode até não ser o mesmo, mas a irreverência....
O Acid Jacks poderia ter figurado tanto no post “Melbourne is burning!” quanto no “Estoura ou não estoura?”. Essa dupla de DJs de Melbourne vem se tornando remixers cobiçados e atraindo atenção também com suas criações próprias.
Além de prolíficos, esses australianos são ecléticos. Eles passeiam entre o electro-rock e o techno, vão do minimal à new rave. É verdade que, normalmente, quem atira para todo lado é muito ruim de mira, mas não é o caso do Acid Jacks, (quase sempre) eles acertam o alvo.
Como uma boa banda do século 21, a dupla vem coletando fãs na blogosphere e tem suas músicas lançadas quase exclusivamente em mp3. Por enquanto, seu único disco em formato físico é o single Awake Since ’78. Os colecionadores de remixes do MSTRKRFT já devem estar familiarizados com a versão que os canadenses fizeram para essa música. Aqui está a original:
Antes de mais nada, existem pessoas que podem não saber do que se trata. Para vocês, “excluídos digitais”, que se preocupam apenas com qual padrão será transmitido o sinal da Globo quando a TV Digital finalmente pegar no Brasil, Joost é o que os expertsvêm como a TV do futuro.
Ele possui um sistema de compactação de imagem e som muito eficiente que possibilita a transmissão de vídeos pela internet. Aí você me interrompe, com ar arrogante, dizendo: “Grande merda! O YouTube já existe, como pode esse gordo não saber da sua existência? Além de gordo é burro, só pode!”.
Calma, meu assaz querido, deixe-me terminar. Uma das grandes sacadas do Joost é a qualidade da imagem e de som, graças àquela coisa que eu falei sobre compactação. Outra sacada é o conteúdo. Grandes estúdios como os pertencentes à Sony Pictures e Warner – existem mais, mas esses foram os primeiros que lembrei – já fecharam contrato com os desenvolvedores do programa disponibilizando suas produções.
A TV digital é sim uma revolução sem tamanho. Mas porque assistir ao programa do Faustão em alta-definição? Isso vai tornar o programa melhor? A única diferença é que você vai poder votar na Dança dos Famosos ou no Se Vira Nos 30’’ usando o controle remoto.
O Joost ainda é incapaz de transmitir imagem e som com a qualidade da TV digital, mas isso porque a internet ainda é lenta. A qualidade do áudio eu não sei exatamente, mas é no mínimo equivalente a um arquivo mp3 de 128kbps 44khz. Não sei também quantos canais, mas estéreo é com certeza. O áudio não chega a decepcionar. O vídeo não pode ser comparado com um de DVD, por exemplo, mas usando a resolução certa, o tamanho certo da janela, nenhum detalhe passa despercebido.
Mas com tanto conteúdo, dificilmente você não gostará de algo e é aí que ele supera a nossa TV. Provavelmente não é – ainda – grande coisa nos Estados Unidos porque o conteúdo é quase na totalidade produzido pelas emissoras de lá, mas pra nós, brasileiros, o conteúdo do Joost já faz bastante diferença. Até mesmo pra quem tem TV a cabo, convenhamos, há dias em que não passa absolutamente nada de bom nem mesmo nela.
screen by mizifih
Se eu estou dizendo que o programa não tem toda essa qualidade, porque ele, um programa de computador, é o futuro da TV e não o sistema de televisão propriamente dito? A resposta é simples, no futuro teremos conexões com a internet mais rápidas do que as atuais, o que proporcionará um ambiente perfeito para o Joost transmitir com mais qualidade. Mas isso pode levar algum tempo.
Vamos pensar no agora.
O conteúdo do Joost é a grande sacada. Tudo é transmitido para qualquer pessoa do planeta ver, ela só precisa de um computador não muito potente e uma conexão rápida – atualmente é exigido uma conexão com 1Mb downstream e 512Kb upstream.
E o que toda essa merda de tecnologia tem a ver com o site? Bom, é simples, enquanto escrevo este post estou assistindo – força de expressão, na verdade estou ouvindo – no Joost o canal do Ministry Of Sound. Música, por enquanto, parece ser seu grande forte. São muitos, mas muitos canais sobre música já disponíveis, inclusive um da MTV. Há também canais específicos, como os de rock e indie. Todos com documentários, entrevistas e clipes. Você, que gosta de música francesa, não precisa ficar vasculhando a internet, existe um canal de música francesa, assim como asiática, africana e, entre tantas outras, até música brasileira. Globalização!
screen by mizifih
Claro que, como na TV ou na própria internet, você não vai escapar de porcarias como Chacarron, mas o legal é que você pode escolher o que ver, quando quiser ver. Disponibilidade de horário não vai ser um problema. Mas não existe almoço de graça, alguém tem que pagar por isso: os anunciantes. Mas as propagandas são específicas para cada usuário, os comerciais são exibidos de acordo com o que for preenchido no cadastro. Se você gosta de rock, por exemplo, não vai ser obrigado a ver a propaganda do novo disco do Bruno & Marrone. Isso é bom pra todo mundo, pra você que vê o que gosta e pro anunciante, que vai mostrar seu produto a quem realmente tem interesse.
Atualmente o Joost impressiona, mas não chega a ser um substituto para a TV. Mas que realmente merece ser assistido, ah merece!
Mel o quê? Melbourne é a segunda maior cidade da Austrália. Lá na Oceania rola uma rixa entra Sidney e Melbourne assim como o nosso Rio x São Paulo. Sidney é a maior e mais conhecida cidade australiana, mas Melbourne se gaba de ser a mais européia entre as cidades da ilha e também o pólo cultural do país. De fato, apesar de estar literalmente a um hemisfério de distância do eixo cool planetário (NY-Londres-Berlim), Melburn tem uma produção musical efervescente e variada. Há, por exemplo, os esquisitos e queridinhos dos indies Architecture In Helsinki, o pop melosamente brega do Cut Copy, o goth space disco do Midnight Juggernauts, o disco punk frenético do Damn Arms ou até o electro rock de butique do Rogue Traders (com direito a atriz de novela no vocal, fórmula fácil para chegar ao topo das paradas).
Love of Diagrams
A minha banda favorita de Melbourne não faz nenhum som moderninho do momento, muito pelo contrário. O Love of Diagrams é uma bela guitar band, como se fazia nos anos 90. Recentemente eles lançaram seu segundo álbum, Mosaic. É verdade que tanto esse último disco quanto os trabalhos anteriores não acrescentam nada de novo, não trazem nada que já não tenha sido feito antes, mas isso não desmerece a banda. Eles têm uma proposta e, nossa, como a executam bem! Para ouvir olhando pro sapato e fazendo air guitar (ou air bass... ou air drums... ou um mix de instrumentos áreos).