A idéia é simples, mas requer talento para executá-la. Emanuel Lundgren escreveu algumas músicas e convidou seus coleguinhas para gravá-las. Como vocês sabem, eu tenho preguiça de escrever. Penso, também, que uma imagem vale mais que mil palavras. Mas pra quem gosta de palavra, espero que goste também de "words", pois no MySpace tem toda a lorota contada. Ah! Lá tem mais dois vídeos para você ver e músicas para ouvir. Inclusive uma falando sobre a Brittnéia Spears.
O Whitey passou o início desse século perambulando por Londres atrás de almas caridosas que pudessem emprestar equipamentos e estúdios para que ele gravasse suas músicas, com o detalhe de que ele fazia todas as programações e tocava todos os instrumentos sozinho. O esforço resultou em The Light At The End Of The Tunnel... Is A Train, um álbum que não apenas tem um dos nomes mais geniais de todos os tempos, mas que é também um dos discos obrigatórios do electro-rock.
The Light... deixou um gostinho de quero mais e esse apetite parecia que ia ser saciado no ano passado, quando o Whitey lançou o single Wrap It Up. No entanto o tempo foi passando, passando e nada de o segundo álbum aparecer. A razão para esse atraso é inacreditavelmente besta. O Whitey já tinha terminado de gravar o disco, que ele batizou de Great Shakes, mas ele se encantou com a fotografia de uma menina tocando um tambor e queria porque queria que essa fosse a capa do disco. Ele passou meses perseguindo a fotógrafa holandesa responsável pela imagem, tentando conseguir uma autorização para usar a foto. Em junho desse ano, ele finalmente obteve uma resposta... negativa. Bom, problema solucionado, né? É só escolher outra capa e lançar logo o disco. Não... porque agora o Whitey está sem gravadora e Great Shakes não tem nem previsão para ser lançado.
Pode não haver previsão de lançamento oficial, mas o segundo álbum do Whitey já vazou no mercado negro e aqui estão alguns dos destaques:
Essa música já foi bem tocada, mas com certeza ainda é digna de menção. O Rapture fez muito bem ao entregar seu hit nas mãos do carinha que faz o minimal house mais bacana desse lado de cá do Atlântico.
Está sendo lançando hoje o EP The Cat. Dessa vez, o Dusty Kid fez um techno que é menos uma saga atmosférica e mais uma electro party. Porém, o destaque do disco está no labo b. O Dusty Kid foi bem esperto e encomendou um remix para os seus compatriotas Crookers (mais sobre o Crookers no post do dia 30.5).
Falando em Crookers, não seria nada mal ouvir o mentor de todo esse gênero (que também inclui nomes como Hervé, Trevor Loveys, Sinden). Um amigo contou que tentou tocar Switch uns três anos atrás e a pista respondeu bem friamente. Normal, se você está à frente do seu tempo, é bem provável que não vá ser compreendido. Mas ainda bem que o Switch não desistiu porque a hora dele finalmente é agora. O som do momento foi ele quem criou: house distorcido, mega grave, cheio de viradas e com influência da música crua produzida nos subúrbios de todo o planeta (tipo funk carioca, kuduro, crunk). Então, celebrando o pioneirismo do Switch, esse é um remix que ele fez pro Audio Bullys em 2003.