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Post de Halloween
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Na noite de halloween vem bem a calhar um post sobre o "novo" rock gótico. Bom, o novo vem entre aspas porque as músicas podem ser recentes, mas a sonoridade é totalmente retrô. Principalmente na Inglaterra, há toda uma cena de bandas que vão buscar inspiração lá no inicinho do rock gótico, quando das cinzas do movimento punk se ergueram figuras sinistras de cabelo espetado, sobretudo, fishnet e muita maquiagem, fazendo um som que mantinha a crueza punk, mas que tinha também muito lirismo.
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Encabeçando essa cena está uma banda saída da pequenina Cheshunt, uma cidade satélite de Londres. O Neils Children é tão popular no underground que eles têm até um filhotinho, o Plastic Passion, uma banda que soa exatamente como eles e que (certamente isso não é nenhuma coincidência) também é de Cheshunt. Outro sinal da popularidade do Neils Children: eles estão abrindo os shows da turnê do Klaxons. Nada mal para uma banda de um estilo que está longe de ser a sensação do verão.

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Neils Children - Stand Up
Plastic Passion - Pass Over
The Violets - Foreo

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Falando em rock gótico, o She Wants Revenge lançou seu segundo álbum esse mês. Quem imaginava que depois do sucesso meteórico do ano passado, eles iam seguir numa linha mais poppy dancey como I Don't Want To Fall In Love vai se surpreender bastante porque eles voltaram mais trevosos do que nunca. Em vários momentos eles estão mais para Clan Of Xymox ou até Sisters Of Mercy que para Joy Division.

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She Wants Revenge - Checking Out

She Wants Revenge - She Will Always Be A Broken Girl

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E já que o tema é halloween, vamos falar de bruxas e fantasmas. O Crystal Castles deixou de lado aquele chip hardcore e fez um belo remix electro goth de Hunting For Witches do Bloc Party. Saindo um pouco do terreno sombrio do mal, tem um disco punk feliz com uma banda que está recebendo muito indie love ultimamente, o Ghost Frequency. E finalmente, um momento romântico com o Black Ghosts, a dupla formada pelo DJ Touché e pelo Simon Lord (vocalista de uma banda chamada Simian Mobile Disco, já ouviu falar?) e eles ainda contam com a mãozinha do amigo Boy 8-Bit no baixo. Tá boa?

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Bloc Party - Hunting For Witches (Crystal Castles Remix)
The Ghost Frequency - Money On The Fire (demo)
The Black Ghosts - It's Your Touch

postado por Thays Hungria, 31.10.07 às   .4 Comentários
 

 

Discoteca Kamikaze
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As festas roqueiras promovidas no cenário indie existem desde que o mundo é mundo. No entanto, quem frequentou os inferninhos paulistanos no decorrer da década de 90 sabe da mudança que ocorreu pouco a pouco na imagem dos agitadores desse tipo de evento. Antes tidos como meros trocadores de CD, hoje, em alguns clubes, existem DJs que gozam de status de banda. Isso aconteceu precisamente na virada do século, quando os grupos mais hypados começaram um movimento de resgate que ainda perdura. Assim, o que uma vez foi tido como cafona virou moda, ganhou releituras, ficou estilizado.
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No meio alternativo, há um embate que se trava, de uns anos pra cá, a respeito dos DJs que animam as noites tendo como base o rock’n’roll e suas expansivas variações. De fato, o estilo sempre esteve muito mais associado a guitarras e performances ao vivo do que com um grupo de jovens malucos pulando debaixo dum estrobo. Nesse contexto, a despeito das casas que proliferam suas noites temáticas, e do público cada vez mais devotado, observamos que a grande maioria dos DJs no segmento não abandonam a lógica do passado. Ou seja, limitam o ofício a revezar CDRs nas pick-ups.
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Por isso é tão insólito, nos dias que correm, entrar numa balada e acompanhar o set-list de profissionais como o DJ Alexandre Bezzi. Figura carimbada na cena desde os cambaleantes anos 90, ele tem um estilo único e inconfundível em suas trilhas sonoras. As faixas raramente são tocadas na íntegra, tudo é editado e trabalhado. O ponto de partida, como não poderia deixar de ser, são músicas de outros artistas; porém, o conjunto apresenta uma massa sonora sincopada, lapidada com a destreza de quem sabe o que faz e quase não revela distinção entre uma música e outra, como é comum nos sets de eletrônica.
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Ninguém que já tenha papeado um pouco com o rapaz pode dizer que ele não é uma enciclopédia ambulante de música e cultura pop. Sua paixão pela música o levou a trabalhar, em 94, numa loja de discos. Lá, ampliou seus conhecimentos e em 99 discotecou pela primeira vez na famosa Torre do Dr. Zero, em seus tempos áureos, cobrindo a lacuna de um DJ convidado que cancelara em cima da hora. Sua sequência agradou e, de lá pra cá, não parou mais de receber convites para tocar.
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Em 2003, quando as festas de rock ficaram badaladas, Bezzi já tinha um nome no cenário e uma pequena legião de seguidores. Consolidou-se tocando vertentes que marcaram seu estilo: Discopunk, clássicos de época, indie-rock, Disco Music e também novidades, já que é um garimpador nato; e que seu tino para perceber novas tendências, até aqui, tem se mostrado infalível.
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Foi na festa Rockerz (promovida junto com amigos), nessa mesma época, na reabertura d’A Torre, que Bezzi se firmou de vez. Seu nome estampava os flyers de praticamente todas as baladas da cidade - o que lhe rendeu credibilidade suficiente para realizar, em 2004, a primeira noite de revival dos anos 90 por aqui, instalada no Copan.
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Depois disso, foi residente na Fun House. Seu som entupiu de gente as noites de sábado durante um ano inteiro, sendo até assunto para pauta em jornal. Antes de se aposentar como promoter, ainda teve fôlego para dar cabo de outros projetos, fixos e itinerantes, em lugares como os extintos Atari Club e Amp Galaxy, entre outros.
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Atualmente, Bezzi segue trabalhando como produtor de trilhas Street art /ilustrador. Suas viagens para tocar em outros estados têm se tornado cada vez mais frequentes. Entre as trilhas de destaque, já fez faixas para as lojas Colcci (verão 2006), os desfiles da marca Laundry Clothes na Casa de Criadores (inverno/verão 2006) e para desfile da primeira turma de moda da Belas Artes (2006). Já criou estampas para as marcas Peanut Company, Candyland Comics, Laundry Clothes, Banca de Camisetas, Nkd, Madrats e tem muita coisa nova pela frente.
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Também colaborou com o departamento de gráficos da MTV Brasil (2001/2003) e com os sites Bitsmag, Rraurl.com, Mini+, Coquetel Molotov, Rock press, Punknet, Bacana e Popmix, criando podcasts e assinando artigos sobre música e comportamento.
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Suas desventuras notívagas foram imortalizadas pelo combo de Electro-Rock Cansei de Ser Sexy na conhecida música que leva seu sobrenome, em 2003. A MP3 pintou no Trama Virtual e foi cartão de visita do conjunto fashion freak que mais tarde viria a estourar.
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Em 2006, assinou contrato com a Clunk djs, estabelecendo-se como o segundo DJ de rock agenciado na América Latina – o primeiro é João Gordo. Um privilégio para poucos, ou, no mínimo, um fato histórico.
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Eduardo Ribeiro*2007
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.*Eduardo Ribeiro é jornalista cultural e redator do site do Skol Beats. Trabalhou como repórter no Estadão e JT e colabora com veículos como as revistas Bizz, Dj mag e Simples, os sites Omelete e Rock Press e o caderno Folhateen..
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CSS - Bezzi.mp3
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E você? Já pegou o Bezzi? Não!!??
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Então não perca tempo e vá na festa que com certeza será uma das melhores da história da Indiecent Music.
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Mais sobre o Bezzi:
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Myspace

Flickr

Sets & podcasts
postado por Indiecent Music, 23.10.07 às   .2 Comentários
 

 

Hot For Words
Eu sei que o forte dela são as palavras. Não, melhor: ela finge que são as palavras, porque o forte dela --- fica evidente na maioria de seus vídeos --- são outras duas coisas, mas, de qualquer forma, o que importa é que uma imagem vale mais que mil palavras.

Eu postei um vídeo dela explicando a escolha da palavra Google para o nome do site, que depois foi comprada pelos ratos Cérebro e Pink. Depois da aquisição, os dois ratinhos resolveram incorporar todas as empresas lucrativas e não lucrativas do planeta na tentativa de conquistar o mundo.

Eu ainda acho que o Google deveria se chamar Acme Inc.


veja os outros vídeos da loira

PS: acho que o que me fez postar a lôra nem foi o fato de uma hot-blonde falar coisas inteligentes ou interessantes. Eu sei que é puro fake, tá na cara dela, mas... o que realmente me chamou a atenção foi a tosquie da coisa toda. Os efeitos de vídeo são toscos, ela faz caras bizarras durante os vídeos. E, out of the blue, existe uma HotForNumbers.

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postado por tio mizifih, 19.10.07 às   .0 Comentários
 

 

Clássicos Semi-Obscuros

Os clássicos semi-obscuros são aquelas músicas que influenciaram e continuam influenciando um monte de gente, mas que não são de conhecimento tão público assim, ou seja, embora influentes, elas não são nenhuma Blue Monday, que é imediatamente reconhecida por absolutamente todo mundo.






Uma banda que produziu alguns clássicos semi-obscuros é o Telex. Formado na Bélgica em 1978, esse trio fazia electro com um pé no disco (que já estava bem decadente) e o outro na new wave (que ainda estava engatinhando). Curiosamente, eles acreditavam que a música que faziam não passava de um entreterimento efêmero, que logo seria descartado e substituído por alguma novidade mais quente. Mal sabiam eles que três décadas se passariam e eles ainda permaneceriam como referência para muitos DJ's e produtores musicais.

Provavelmente é Moskow Diskow a música do Telex que mais inspira pessoas até hoje. Mas vida de clássico não é fácil, você tem que estar preparado para todo tipo de intervenções. O DJs Are Not Rockstars, por exemplo, pegou Moskow Diskow e pôs o vocal de putona da Princess Superstar por cima. Já o LCD Soundsystem chupou despudoradamente a bassline de Moskow Diskow e, não satisfeitos, ainda mandaram a música nada mais nada menos que para Bélgica, pro Soulwax remixar. Até imagino os irmãos coçando a cabeça e pensando "O que a gente faz? Esconde o plágio ou escancara ele de vez?". Eles escolheram a segunda opção e no seu remix, deixaram a bassline bem alta e chegaram até a acrescentar palmas e um barulho ferroviário, igualzinho a Moskow Diskow. Se é para copiar, que fique na cara, né? Bem mais honesto.

Telex - Moskow Diskow
DJs Are Not Rockstars - European Accent (Vocal Mix)
LCD Soundsystem - Get Innocuos (Soulwax Remix)





A Neue Deutsche Welle (a new wave alemã) produziu muitos clássicos nada-obscuros. Quem não conhece 99 Red Balloons da Nena ou Da Da Da do Trio? Mas paralelamente a essa cena pop e comercial, existia a vertente underground da Neue Deutsche Welle, marcada por um som muito minimalista e sombrio. Uma das bandas mais bem sucedidas da neue deutsche welle underground foi o Grauzone, que na verdade de alemão só tem o idioma porque eles são de Berna, na Suíça.

90% das pessoas que vão ler esse post não eram nem um brilho no olhar dos seus pais quando o Grauzone lançou seu hit-mor, Eisbär, mas elas podem encontrá-lo em vários discos contemporâneos, como na coletânea New Deutsch, organizada pelo DJ Hell, ou na FabricLive.29, mixada pelo Cut Copy. Há ainda as diversas covers. O Glamour To Kill, por exemplo, fez de Eisbär um electro-rock, enquanto o Nouvelle Vague deu a ela o seu toque de bossa nova francesa.

Grauzone - Eisbär
Glamour To Kill - Eisbär
Nouvelle Vague - Eisbär

postado por Thays Hungria, 14.10.07 às   .0 Comentários
 

 

 

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