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Por que não?


Quando o veterano duo alemão Alter Ego lançou sua hypada música nova, Why Not?, foi uma coisa meio.. "ah.. isso é só mais algum techno qualquer. Qual é o motivo desse auê todo?". Agora se o assunto for o álbum Why Not?, dá até para assinar embaixo das recomendações para ouví-lo.

Experientes que são, nesse disco o Alter Ego muito mais mostra um vasto background musical do que tenta desbravar alguma nova fronteira desconhecida. O que eles fizeram foi empregar muito bem elementos de febres recentes do eletrônico undergound, como a fusão de electro e minimal em Jolly Joker ou o flerte com o fidget house em Fuckingham Palace. E que tal Gary, uma faixa que lembra From The Double Gone Chapel, "o álbum gótico" do Two Lone Swordsmen.

Alter Ego - Jolly Joker
Alter Ego - Fuckingham Palace
Alter Ego - Gary

BÔNUS!
E falando no Two Lone Swordsmen, esse post traz de brinde o espadachim solitário Andrew Weatheral salvando uma música da carreira solo da Siouxsie Sioux.


Siouxsie - Into A Swan (Weatherall Remix)

postado por Thays Hungria, 28.12.07 às   .1 Comentários
 

 

Sábado na Garagem.


Olá queridos (as),
Nesse final de semana (sáb. 22/12) a delorean participará de uma venda especial de natal em Brasília juntamente com a Ferrugem. Peças incríveis com preços ótimos e também estará à venda a linha limitada de T-shirts Discozilla produzidas pelo Dj Bezzi. Quem levar 02 ou mais peças da delorean ainda leva de brinde um cd com uma seleção de músicas especiais para embalar seu final de ano!
O endereço é:
Ql11 - Conj. S Casa 65 - Guará 1
Aberto das 14:00 às 20:00 hs
Apareçam!!!
(texto por Discoteca Kamikaze)
postado por Andressa Dias, 18.12.07 às   .1 Comentários
 

 

Brazil's well hot


Incrível como as coisas mudam tão rápido. Menos de dois anos atrás, eu estava na casa de um amigo em Barcelona, daí do nada ele vira para mim e diz: "O que você acha do Chile?". Completamente sem entender o que teria motivado essa pergunta, a única resposta na qual consegui pensar foi: "É um país bem estreito". Ao que ele respondeu: "Ah.. é só que eu queria saber o que vocês brasileiros pensam sobre o Chile, já que o Chile é o país mais avançado da América do Sul". E eu: "Hein?!". "É.. as coisas chegam lá antes. Todos os brasileiros que conheço são muito sol e praia".

Bom, eu nem tinha como retrucar isso. A maioria dos brasileiros é mesmo muito sol e praia. E também nem dava para eu fazer a patriota e ficar defendendo o Brasil porque eu mesma não consumia praticamente nada de música brasileira naquela época. No entanto, hoje em dia não podem faltar uns bons vocais em português nos meus sets. Parece que num curto espaço de tempo, uma nova onda brasileira ganhou volume e o território nacional se tornou pequeno, então ela saiu para divertir pessoas ao redor de todo o globo, e de quebra ainda contribuiu para que a imagem do Brasil deixasse de ser a de um pântano cultural, atrasado até em relação a uma titiquinha de país como o Chile, e passasse a ser a de um trend-setter.




O post sobre músicas de comerciais ali embaixo é um bom exemplo disso. Não é só o CSS que empresta sua música para vender iPods. Lá na Espanha, meu amigo pode ligar a TV e ver esse comercial da Nokia que tem Solta o Frango do Bonde do Role como música de fundo (falando em Bonde do Role, parece que a banda está terminada devido ao clássico "desentendimento entre os integrantes". Pena! Que eles se re-entendam!). Mais recentemente, o ex-roqueiro oportunisticamente transformado em MC de funk carioca Edu K foi recrutado por outra fabricante de celulares, a Sony Ericsson.

E aproveitando todo esse assunto sobre a nova onda brasileira, o Zombie Disco Squad - dupla de DJs londrinos e grandes fãs de Funk Carioca (ou Baile Funk, como eles chamam por lá) - postou em seu blog um link bem bacana para um artigo em que um jornalista do Guardian escreve sobre a atual invasão da língua portuguesa na música.

Alguns comentários sobre esse artigo:
- Acho meio exagerada a importância que o autor dá à participação dos músicos lusófonos. Pode até ser interessante observar como os vocais em português estão mais comuns, mas quando você para para olhar, foi só uma ou outra banda que conseguiu de fato se dar bem lá fora.
- Demorou de o UDR ser lançado internacionalmente!

Bom, aí está uma tradução do artigo. Quem preferir ler o original, é só clicar aqui.


Porque a língua da dance music é o português
O português está se infiltrando na nossa cultura musical - independente de a gente entendê-lo ou não
por Danny McFadden, The Guardian


Essa semana, em três ocasiões diferentes, eu me peguei terminando uma conversa com um bastante inseguro “obrigado”. Eu não falo português (agradecer nessa língua era apenas um gesto cortês), mas talvez mais de nós devessem aprender esse idioma: parece que ele guarda ambições de se tornar a língua número um da dance music.

A primeira dessas ocasiões foi com o Buraka Som Sistema - que estavam fazendo um DJ/MC Set no Tramp Club em Manchester. Voltado para o kuduro - um estilo surgido na Angola - o som deles se desenvolveu da tentativa de garotos africanos em fazer techno, resultando num híbrido que reflete tanto a cultura local angolana quanto as correntes da música eletrônica estrangeira. Tudo isso culminou numa fusão de zouk, soca e dancehall que veio a se tornar uma próspera cena em Lisboa (a antiga metrópole) e que, por sua vez, absorveu influências de dubstep, drum’n’bass e fidget house de selos britânicos como Dubsided e Counterfeet.

O “progressive kuduro” do Buraka Som Sistema, na verdade, parece ser um primo próximo do funk carioca do Brasil. Os dois estilos estão indentificados com uma divertida e furiosa world music que está a anos-luz de distância do tipo de coisa popularizada por Peter Gabriel e Paul Simon tempos atrás.

Fui então consultar o DJ Gorky do Bonde do Role. Discutimos se a língua representa uma barreira para a conquista do público britânico e ele respondeu que isso é algo que ele e seus compatriotas estão tentando superar.

De qualquer forma, o português está conseguindo penetrar na cultura mainstream do Reino Unido. Exemplos disso são a música Gatas Gatas Gatas do Edu K, que está servindo de trilha sonora para o último comercial da Sony Ericsson, e também o sucesso do CSS (OK, esse último nem conta tanto com o português para seu ataque contagiante). Há ainda a colaboração da dupla Sinden & Count Of Monte Cristal com o MC de funk carioca Thiaguinho, na música Tamborzuda e, além disso, o Radioclit está prestes a lançar Bonde da Orgia de Traveco do UDR, através do seu selo Uppercuts.

“Eu sempre imaginei que esse momento ia chegar, com a globalização e tal”, disse o Edu K durante uma conversa que mais uma vez terminou com um tímido “obrigado”. Lamentavelmente, esse homem, que fala inglês completamente fluente, com linguajar de hip hop e tudo, pareceu bem impressionado com esse raro esforço.

postado por Thays Hungria, 15.12.07 às   .1 Comentários
 

 

Entrevista Primeiro Som
Saiu uma pequena entrevista com o Fábio, na coluna Primeiro Som, do Popmix!

Vejam lá no site:

http://popmix.uol.com.br/
postado por Indiecent Music, 13.12.07 às   .0 Comentários
 

 

O fantástico mundo dos comerciais de TV.
As propagandas estão cada vez mais querendo conquistar nossa atenção não só pelos olhos, mas também pelos ouvidos. Você pode até não adquirir os produtos que estão sendo anunciados, mas há grandes chances das músicas agradarem os seus ouvidos. As bandas devem adorar quando uma de suas músicas é escolhida para fazer parte de um comercial de alguma marca famosa. Afinal, já diz o ditado que a propaganda é a alma do negócio. Vejamos alguns exemplos:


Carolina Herrera - Rooney - "I´m a terrrible person"


Motorola - Shiny Toy Guns - "Le Disko"



Lacoste Essential- Feist - "Mushaboom"



Fiat Punto - Shout Out Louds - "Shut your eyes"


iPod Touch - CSS - "Music is my hot sex"
postado por Alessandra Araújo, 5.12.07 às   .1 Comentários
 

 

Interpol no Brasil em março!!!


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Finalmente!!!
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Após muita espera e antecipação o Interpol, uma das bandas mais importantes da cena indie mundial, vai fazer uma mini-turnê pelo Brasil. Confirmados no myspace da banda estão as cidades de São Paulo (terça - 11/03/08), Rio de Janeiro (quinta - 13/03/08) e uma opção mais perto para os brasilienses: Belo Horizonte (sábado - 15/03/08).
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Confesso que há muito tempo estava esperando essa notícia. Apesar de várias bandas legais já terem passado pelo Brasil, a falta do Interpol era sentida por muitos! Ao contrário de muitos dos hypes indies que apareceram nesta década, o Interpol definitivamente é uma banda que veio para ficar e não decepcionou quando lançou discos novos. O último dos nova-iorquinos se chama "Our love to admire" e será o carro chefe da turnê que passará pelo Brasil.
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Fiquem atentos, pois os ingressos para a apresentação no Via Funchal, em SP, já estão à venda, custam R$ 100 (pista), R$ 120 (mezanino) e R$ 160 (camarote) e podem ser comprados no site http://www.viafunchal.com.br/ ou pelo telefone (11)3188-4148.
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No Rio eles se apresentarão na Fundição Progresso e em BH no Chevrolet Hall. Informações sobre a venda de ingressos nessas cidades ainda não estão disponíveis.
postado por Lirou, 13.11.07 às   .0 Comentários
 

 

ENTREVISTA: MÚSICA + MODA!!

...é isso mesmo! A indiecentmusic resolveu reunir em uma entrevista dois elementos que sintetizam o mundo alternativo: música e moda. Para tanto, entrevistamos o Bezzi e sua namorada, Tatiana Ribeiro, dona da marca delorean.


NOME: Tatiana Ribeiro
Alexandre Bezzi (DJ Bezzi)




FICHA TÉCNICA:

Tatiana Ribeiro (delorean): Comecei trabalhando como assistente de produção de moda em videoclipes, filmes publicitários, longametragem e televisão e também fiz parte da equipe de criação da marca Cavalera como assistente da estilista Emilene Galende. Atualmente tenho minha marca própria chamada delorean, que administro junto com a minha sócia Fernanda Lorena.

Bezzi (Discoteca Kamikaze): Meu lance com moda foi meio acidental. Comecei criando estampas para camisetas e buttons e após um ano, estava criando estampas para tênis e telando minhas próprias camisetas.

Indiecentmusic: Quando ocorreu seu primeiro contato com o mundo da moda? (refiro-me aquele contato que fez com que você começasse a trabalhar com moda)
Tati: Meu primeiro contato mesmo com moda se deu na faculdade, queria muito cursar cinema, mas acabei desistindo e optei por design de moda pensando em trabalhar com figurino. Na faculdade conheci um amigo que trabalhava com figurino e me chamou para ser sua assistente, estagiei em vários videoclipes ajudando na produção de moda e tive a oportunidade de trabalhar em um longametragem... Foi aí que decidi que meu lance era estilo, um tempo depois consegui um estágio na Cavalera, e quando saí de lá senti que era o momento de apostar nas minhas idéias.

Bezzi: O meu, foi produzindo trilhas para desfiles e lojas de roupa. Pra falar a verdade, sempre me interessei pelo assunto (RS).

Indiecentmusic: Como se dá, em geral, o seu processo de criação? Ao longo dos anos, você acha que a maneira como você pensa a moda e suas formas de inspiração e de criação mudaram muito?
Tati: Geralmente quem se envolve com moda está sempre com a cabeça a mil, eu estou sempre com as anteninhas ligadas em referências, tudo o que vejo e gosto já vou anotando, recortando, desenhando e depois vou vendo o que é interessante mesmo para usar ou não. Ás vezes a inspiração vem da coisa mais banal, de um detalhe e isso depende do momento que estamos vivendo no mundo, tudo ao redor influencia muito nesse processo, por isso acho que sim, o processo de criação está sempre se modificando.

Bezzi: Eu me inspiro em coisas do meu universo e lembranças da minha infância. Não manjo tanto assim de formas e modelagens, a Tati que é expert nisso.

Indiecentmusic: Existe uma relação estreita entre moda e música. A seu ver, como essa relação se manifesta no seu trabalho com moda?
Tati: Realmente, música é vital. Moda é imagem acima de tudo, e existem diversas maneiras de explorar e de criar essas “imagens”, a música é uma das ferramentas mais importantes para tornar essa ligação harmoniosa.

Bezzi: O que seria do Ramones sem as jaquetas de couro e do Strokes sem as calças milimetricamente bem rasgadas?Banda bem sucedida tem que ter o pacote completo: Look +som.

Para saber mais:



postado por Andressa Dias, 12.11.07 às   .1 Comentários
 

 

Fotos: Discoteca Kamikaze
Sem sombra de dúvidas essa festa foi uma das melhores da nossa história. Confesso que nunca vi tanta gente pulando, dançando e se divertindo assim no Landscape antes! Agradeço aqui a todo mundo que foi e curtiu e principalmente ao Bezzi, que completou nove anos como DJ no sábado e adorou a festa: “Passei por Brasília no final de semana e fiz uma das melhores discotecagens nesses nove anos de carreira”, diz ele na sua newsletter.
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As fotos estão no ar, é só acessar http://www.indiecentmusic.com/fotos/discotecakamikaze/index.html . Quem perdeu, não se preocupe, depois do sucesso desta edição com certeza iremos repetir a dose!

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Ainda essa semana a gente coloca o podcast que fizemos com o Bezzi. Foi DIMAIXXX!
postado por Lirou, 5.11.07 às   .0 Comentários
 

 

Post de Halloween
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Na noite de halloween vem bem a calhar um post sobre o "novo" rock gótico. Bom, o novo vem entre aspas porque as músicas podem ser recentes, mas a sonoridade é totalmente retrô. Principalmente na Inglaterra, há toda uma cena de bandas que vão buscar inspiração lá no inicinho do rock gótico, quando das cinzas do movimento punk se ergueram figuras sinistras de cabelo espetado, sobretudo, fishnet e muita maquiagem, fazendo um som que mantinha a crueza punk, mas que tinha também muito lirismo.
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Encabeçando essa cena está uma banda saída da pequenina Cheshunt, uma cidade satélite de Londres. O Neils Children é tão popular no underground que eles têm até um filhotinho, o Plastic Passion, uma banda que soa exatamente como eles e que (certamente isso não é nenhuma coincidência) também é de Cheshunt. Outro sinal da popularidade do Neils Children: eles estão abrindo os shows da turnê do Klaxons. Nada mal para uma banda de um estilo que está longe de ser a sensação do verão.

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Neils Children - Stand Up
Plastic Passion - Pass Over
The Violets - Foreo

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Falando em rock gótico, o She Wants Revenge lançou seu segundo álbum esse mês. Quem imaginava que depois do sucesso meteórico do ano passado, eles iam seguir numa linha mais poppy dancey como I Don't Want To Fall In Love vai se surpreender bastante porque eles voltaram mais trevosos do que nunca. Em vários momentos eles estão mais para Clan Of Xymox ou até Sisters Of Mercy que para Joy Division.

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She Wants Revenge - Checking Out

She Wants Revenge - She Will Always Be A Broken Girl

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E já que o tema é halloween, vamos falar de bruxas e fantasmas. O Crystal Castles deixou de lado aquele chip hardcore e fez um belo remix electro goth de Hunting For Witches do Bloc Party. Saindo um pouco do terreno sombrio do mal, tem um disco punk feliz com uma banda que está recebendo muito indie love ultimamente, o Ghost Frequency. E finalmente, um momento romântico com o Black Ghosts, a dupla formada pelo DJ Touché e pelo Simon Lord (vocalista de uma banda chamada Simian Mobile Disco, já ouviu falar?) e eles ainda contam com a mãozinha do amigo Boy 8-Bit no baixo. Tá boa?

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Bloc Party - Hunting For Witches (Crystal Castles Remix)
The Ghost Frequency - Money On The Fire (demo)
The Black Ghosts - It's Your Touch

postado por Thays Hungria, 31.10.07 às   .4 Comentários
 

 

Discoteca Kamikaze
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As festas roqueiras promovidas no cenário indie existem desde que o mundo é mundo. No entanto, quem frequentou os inferninhos paulistanos no decorrer da década de 90 sabe da mudança que ocorreu pouco a pouco na imagem dos agitadores desse tipo de evento. Antes tidos como meros trocadores de CD, hoje, em alguns clubes, existem DJs que gozam de status de banda. Isso aconteceu precisamente na virada do século, quando os grupos mais hypados começaram um movimento de resgate que ainda perdura. Assim, o que uma vez foi tido como cafona virou moda, ganhou releituras, ficou estilizado.
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No meio alternativo, há um embate que se trava, de uns anos pra cá, a respeito dos DJs que animam as noites tendo como base o rock’n’roll e suas expansivas variações. De fato, o estilo sempre esteve muito mais associado a guitarras e performances ao vivo do que com um grupo de jovens malucos pulando debaixo dum estrobo. Nesse contexto, a despeito das casas que proliferam suas noites temáticas, e do público cada vez mais devotado, observamos que a grande maioria dos DJs no segmento não abandonam a lógica do passado. Ou seja, limitam o ofício a revezar CDRs nas pick-ups.
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Por isso é tão insólito, nos dias que correm, entrar numa balada e acompanhar o set-list de profissionais como o DJ Alexandre Bezzi. Figura carimbada na cena desde os cambaleantes anos 90, ele tem um estilo único e inconfundível em suas trilhas sonoras. As faixas raramente são tocadas na íntegra, tudo é editado e trabalhado. O ponto de partida, como não poderia deixar de ser, são músicas de outros artistas; porém, o conjunto apresenta uma massa sonora sincopada, lapidada com a destreza de quem sabe o que faz e quase não revela distinção entre uma música e outra, como é comum nos sets de eletrônica.
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Ninguém que já tenha papeado um pouco com o rapaz pode dizer que ele não é uma enciclopédia ambulante de música e cultura pop. Sua paixão pela música o levou a trabalhar, em 94, numa loja de discos. Lá, ampliou seus conhecimentos e em 99 discotecou pela primeira vez na famosa Torre do Dr. Zero, em seus tempos áureos, cobrindo a lacuna de um DJ convidado que cancelara em cima da hora. Sua sequência agradou e, de lá pra cá, não parou mais de receber convites para tocar.
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Em 2003, quando as festas de rock ficaram badaladas, Bezzi já tinha um nome no cenário e uma pequena legião de seguidores. Consolidou-se tocando vertentes que marcaram seu estilo: Discopunk, clássicos de época, indie-rock, Disco Music e também novidades, já que é um garimpador nato; e que seu tino para perceber novas tendências, até aqui, tem se mostrado infalível.
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Foi na festa Rockerz (promovida junto com amigos), nessa mesma época, na reabertura d’A Torre, que Bezzi se firmou de vez. Seu nome estampava os flyers de praticamente todas as baladas da cidade - o que lhe rendeu credibilidade suficiente para realizar, em 2004, a primeira noite de revival dos anos 90 por aqui, instalada no Copan.
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Depois disso, foi residente na Fun House. Seu som entupiu de gente as noites de sábado durante um ano inteiro, sendo até assunto para pauta em jornal. Antes de se aposentar como promoter, ainda teve fôlego para dar cabo de outros projetos, fixos e itinerantes, em lugares como os extintos Atari Club e Amp Galaxy, entre outros.
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Atualmente, Bezzi segue trabalhando como produtor de trilhas Street art /ilustrador. Suas viagens para tocar em outros estados têm se tornado cada vez mais frequentes. Entre as trilhas de destaque, já fez faixas para as lojas Colcci (verão 2006), os desfiles da marca Laundry Clothes na Casa de Criadores (inverno/verão 2006) e para desfile da primeira turma de moda da Belas Artes (2006). Já criou estampas para as marcas Peanut Company, Candyland Comics, Laundry Clothes, Banca de Camisetas, Nkd, Madrats e tem muita coisa nova pela frente.
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Também colaborou com o departamento de gráficos da MTV Brasil (2001/2003) e com os sites Bitsmag, Rraurl.com, Mini+, Coquetel Molotov, Rock press, Punknet, Bacana e Popmix, criando podcasts e assinando artigos sobre música e comportamento.
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Suas desventuras notívagas foram imortalizadas pelo combo de Electro-Rock Cansei de Ser Sexy na conhecida música que leva seu sobrenome, em 2003. A MP3 pintou no Trama Virtual e foi cartão de visita do conjunto fashion freak que mais tarde viria a estourar.
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Em 2006, assinou contrato com a Clunk djs, estabelecendo-se como o segundo DJ de rock agenciado na América Latina – o primeiro é João Gordo. Um privilégio para poucos, ou, no mínimo, um fato histórico.
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Eduardo Ribeiro*2007
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.*Eduardo Ribeiro é jornalista cultural e redator do site do Skol Beats. Trabalhou como repórter no Estadão e JT e colabora com veículos como as revistas Bizz, Dj mag e Simples, os sites Omelete e Rock Press e o caderno Folhateen..
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CSS - Bezzi.mp3
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E você? Já pegou o Bezzi? Não!!??
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Então não perca tempo e vá na festa que com certeza será uma das melhores da história da Indiecent Music.
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Mais sobre o Bezzi:
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Sets & podcasts
postado por Indiecent Music, 23.10.07 às   .2 Comentários
 

 

 

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